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O balé mágico que ocorre no espetáculo diário das andorinhas de Macapá

Compartilhe:     |  27 de abril de 2015

Todos os dias, lá pelas 17 horas, as andorinhas começam a chegar ao céu de Macapá, capital do Amapá. Inicialmente as aves voam dispersas. Lá nas alturas, parecem minúsculos pontinhos em movimento. Com o passar do tempo, o grupo aumenta e logo cobre o céu. Numa coreografia de encher os olhos, as andorinhas voam em bloco de um lado para outro e formam manchas escuras.

Quando o sol começa a se por, o lusco fusco facilita a observação do fenômeno. As manchas ganham volume, descem rápido e rodopiam num balé mágico. Nessa hora, quem para na esquina da Rua Cândido Mendes com a Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, no centro da cidade, tem o privilégio de assistir um espetáculo único.

Em movimentos rápidos, as manchas negras executam movimentos precisos e se desfazem na fiação dos postes, sem se chocar durante o pouso. Em menos de cinco minutos, ocupam todos os espaços de fiação e postes existentes no cruzamento das duas ruas e avançam em quase metade de um quarteirão.

animais-amapá-andorinhas (Foto: Silvestre Silva)

 

Na chegada, exaustas, por momentos elas fazem muito ruído piando. Minutos após o pouso, com todos os espaços ocupados, se faz silêncio.

Dizem os pesquisadores que durante os meses de Inverno, as andorinhas fogem do frio do sul e sudeste do Brasil e de outros países, como Estados Unidos e Canadá.  Elas partem em busca do clima quente e úmido amazônico do Amapá.

Não se sabe ao certo. O que importa é o espetáculo que exibem todas as tardes no céu de Macapá. Para preservar esse verdadeiro show da natureza, a população da cidade protege as andorinhas e não permite que sejam molestadas.

animais-amapá-andorinhas (Foto: Silvestre Silva)

 

A Companhia de Eletricidade do Amapá até encapou a rede elétrica local de forma especial, para evitar acidentes com as pontas das asas na fiação.Todas as manhãs, assim que começa a clarear, da forma como chegaram, as andorinhas vão embora da cidade. É quando entra em ação outro grupo: o dos garis, encarregados de lavar as esquinas.

No fim do dia, as visitantes retornam. O espetáculo recomeça. As andorinhas de Macapá já foram cantadas em musicas, prosa, verso, reportagens, e documentários. Apareceram em pinturas e charges, dividindo o cenário com pessoas que passam por baixo delas, com um vaso sanitário na cabeça. Estrelam filmes na internet, são capas de DVD de músicas e participam de pesquisas científicas.

Ao vivo, e a cada dia elas fazem parte do calendário turístico de Macapá, a capital do Amapá na beira do rio Amazonas.

animais-amapá-andorinhas (Foto: Silvestre Silva)


Fonte: Revista Globo Rural



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