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O comportamento da torcida japonesa é exemplo do quanto grandes eventos podem servir à cidadania

Compartilhe:     |  4 de julho de 2014

A gente poderia dizer sem exageros que esta é uma Copa do Mundo mais verde por vários razões: a primeira, o país-sede é dono de duas das maiores reservas florestais do mundo, o pulmão do planeta que é a Floresta Equatorial Amazônica e a Mata Atlântica. Isso, sem falar em outros biomas riquíssimos como o Pantanal Mato-grossense, as chapadas, os mangues e banhados e o cerrado. Não é por acaso que a nossa bandeira é majoritariamente verde, justamente para simbolizar tanta riqueza ambiental.

Jogo limpo

A segunda, e talvez a mais importante, é que é uma Copa de ações humanas mais “verdes”. Estão aí os nossos colegas japoneses que não nos deixam mentir. Apesar de estarem fora do páreo no quesito futebol, não há dúvida de que foram os campeões imbatíveis do bom exemplo, da cidadania e da atitude sustentável. Com isso, também conseguiram contagiar outras torcidas no ato simples de levar um saco ou sacolinha e responsabilizarem-se pelo próprio lixo – e pelo dos outros!

Reciclagem

Outras iniciativas também buscam tornar o campeonato mais sustentável. A Coca-Cola Brasil, por exemplo, se encarregou do gerenciamento dos resíduos sólidos nos 12 estádios onde são realizados os jogos. Todo o lixo coletado nas arenas será encaminhado às cooperativas do Coletivo Reciclagem.

A ação vai beneficiar cerca de 160 cooperativas, já que a renda da venda de todo o material vai para elas. A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida! A finalidade é estimular a expansão da coleta seletiva de lixo urbano nas 12 cidades-sede.

Estádios

Reformado especialmente para o evento, o Mineirão se tornou o primeiro estádio brasileiro a receber o Selo Platinum do U. S. Green Building Council (USGBC), categoria máxima na certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED). A arena de Belo Horizonte cumpriu oito itens considerados pré-requisitos e ainda apresentou inovações sustentáveis que não eram exigidas pelo USGBC para obter a graduação.

Torcida que colabora, facilita
Torcida que colabora, facilita

Órgão responsável pela certificação que é utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações, o USGBC concedeu alta pontuação ao estádio mineiro, garantindo a nota máxima e o Selo Platinum.

Já o estádio Arena das Dunas, em Natal, foi o primeiro do Brasil a obter a Certificação do Inmetro de Eficiência Energética. A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) em edificações visa combater o desperdício e incentivar o uso racional da energia, classificando a eficiência energética das construções de “A”, mais eficiente, a “E”, menos eficiente, assim como acontece com lâmpadas e eletrodomésticos.

Mané Garrincha

Energia solar, aproveitamento de água da chuva, retirada de gases poluentes da atmosfera são apenas alguns conceitos de sustentabilidade empregados na reforma do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Um dos destaques da nova arena é a cobertura, cuja estrutura interna é feita de placas de policarbonato Makrolon®, fabricadas pela Bayer. Em termos práticos para o torcedor isso significa conforto e proteção contra as variações do clima, especialmente contra a radiação solar ultravioleta. Ambos os lados das placas de Makrolon® oferecem proteção contra os raios UV. Os 12 mm de espessura permitem também uma alta incidência de luz no campo, em torno de 82%.

Devido à leveza, transparência e versatilidade, o policarbonato Makrolon® UV 2099 é ideal para aplicações em tetos solares na construção civil. Cerca de 110 toneladas do produto, com placas de 12 mm de espessura, cada uma com mais de dez metros de comprimento, foram fabricadas para o anel do telhado suspenso interno do estádio.

Além disso, a estabilidade e o alto nível de resistência a impacto das camadas de policarbonato junto ao seu peso relativamente baixo, se comparado com outros materiais, garantem maior segurança e praticidade ao produto.

O teto do estádio também conta com calhas para a captação de água da chuva , que é armazenada em quatro reservatórios com capacidade para cerca de 1.400 m³. A água recolhida é usada nas descargas dos banheiros e para outros serviços de limpeza. O sistema de aproveitamento da água da chuva ainda deverá ser ampliado com o projeto do entorno do estádio, que prevê pisos permeáveis e um lago de retenção. Estas obras, no entanto, só serão executadas depois da Copa.

E, quanto a nós, torcedores, é claro que não podemos nos responsabilizar pela megaestrutura de um estádio inteiro, mas podemos certamente fazer a coisa certa ao nosso redor. Como fizeram os educados e solidários visitantes da Terra do Sol Nascente.



Fonte: Bayer Jovens



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