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O funcionamento do intestino influencia até no humor, segundo nutricionista

Compartilhe:     |  5 de agosto de 2020

A forma como o intestino funciona influencia diretamente no humor, mas talvez quase todos os seres humanos saibam disso naturalmente. Vários dias sem ir ao banheiro para evacuar costumam refletir diretamente no estresse e na perda de bem-estar. A boa notícia é que conquistar o famoso intestino “reloginho” pode não ser tão difícil quanto parece.

De acordo com a nutricionista esportiva e funcional, Tatiane Passarini, o intestino realmente libera serotonina para o corpo, a substância responsável, entre outras coisas, por auxiliar no bom humor. “O intestino libera substâncias químicas como a serotonina, por exemplo, em resposta à nutrição e digestão saudável. Quando comemos bem, com variedade e com uma contribuição proporcional de todos os nutrientes e se temos um almoço saudável, sem pressa, mastigando bem e sem distração nosso sistema digestivo nos responde e nos agradece com uma sensação de bem-estar, dando-nos um bom suprimento de energia, vitalidade e otimismo”, explica Tatiane.

Porém, se o processo é exatamente o contrário, a tendência é sofrer com a intoxicação. “Se por algum motivo a digestão e ou trânsito intestinal é lento e incompleto estamos acumulando resíduos, o que pode causar uma sobrecarga tóxica ou autointoxicação. Percebam que muitas vezes o bem ou mal estar emocional pode estar intimamente ligado à qualidade da nossa alimentação e o adequado funcionamento do trato gastrointestinal”, pontua.

Como melhorar a saúde do intestino

Para conquistar o equilíbrio no intestino, a melhor opção é investir em água e alimentos saudáveis. “O consumo de água deve estar adequado. Para saber se realmente a água está adequada devemos calcular 35ml por kg de peso e, assim, teremos nossa quantidade de água individualizada. A água, além de hidratar o organismo, contribui com o funcionamento do intestino e eliminação de toxinas”, explica.

Já os alimentos são diversos, mas principalmente as fontes de fibras, como frutas frescas, entre elas, laranja, mexerica com bagaço, mamão, figo, ameixa, manga, kiwi, abacaxi, uva, entre outras. “Há também as frutas secas como ameixa preta, damasco, figo seco, uva passa. Os cereais integrais, entre eles, farelo de aveia ou de trigo, gérmen de trigo, linhaça, pão integral e arroz integral”, ressalta Tatiane.

Não podem faltar na dieta as leguminosas, ou seja, feijão, lentilha, grão de bico e soja e as hortaliças, como berinjela, brócolis, vagem e verduras, preferencialmente cruas, como chicória, escarola, alface, rúcula.

Além disso, a mastigação é muito importante, o ideal é comer devagar, mastigando bem, para ajudar na digestão dos alimentos

Fezes

Não tem como falar de intestino sem mencionar as fezes. “É pelo formato das fezes que sabemos se o nosso intestino está ou não funcionando corretamente. O assunto é tão sério que criaram uma escala. É a escala de Bristol, por ela você avalia as suas fezes e descobre se ela está adequada ou não”, ressalta a nutricionista.

Segundo Tatiane, o ideal é não ficar mais de três dias sem ir ao banheiro. “Passado esse período, as fezes vão se solidificando por conta da absorção de água no intestino grosso, e cada vez fica mais difícil para que elas saiam. O tempo de evacuação não é um objeto importante a ser considerado, mas, sim, a frequência da evacuação”, frisa.



Fonte: Correio do Estado



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