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O homem se vê como parte integrante do meio, não mais como o protagonista

Compartilhe:     |  20 de junho de 2014

Apesar dos diferentes conceitos quando se fala em meio ambiente, prefiro a definição que se segue: “lugar em que tanto aspectos naturais, quanto sociais se relacionam constantemente, o que gera mudanças na natureza e na sociedade”, pois apresenta o homem como parte desse contexto. As mudanças podem ocorrem de forma natural ou artificial, sendo a última gerada pelo homem e considerada a mais difícil de se reverter, porque é a mais impactante.

Há milhares de anos o homem se colocou no centro do universo, como o único protagonista da história do mundo, enquanto os demais seres e a natureza em geral, passaram a ser vistas como antagonistas. Atualmente, ainda se vê pessoas pensando desta forma, entretanto, a aproximadamente há duas décadas ou mais, essa concepção de mundo está mudando e, consequentemente, o homem se vê como parte integrante do meio, não mais como o protagonista e, assim, modifica sua forma de pensar e agir.

As mudanças, apesar de se apresentarem em passos lentos, são observadas em diversos setores, tanto na sociedade política quanto na sociedade civil. Mas será possível se desenvolver economicamente falando, sem impactar o meio ambiente de forma incontrolada? É difícil encontrar uma resposta definitiva para essa e outras perguntas a esse respeito, porém ao que tudo indica, sim, é possível.

A ideia de desenvolvimento sustentável, desenvolver de forma consciente, sem degradar o meio ambiente, apesar de ser uma ideia mais que ideal, já que trata da defesa do meio ambiente, é algo difícil de se estruturar, uma vez que praticamente toda atividade antrópica (de origem humana), afeta o meio ambiente. Essas atividades impactam de formas e níveis diferentes, claro, pois se comparar as atividades de um pescador (ribeirinho) e uma indústria de pesca, não há dúvida sobre quem impacta mais, evidentemente, a indústria, mas é esta que se impõe na questão da produção, na geração de empregos e outros. Dito isso, será que o homem está mais preocupado com o meio ambiente ou se importa mais em obter o desenvolvimento econômico sem se preocupar com os demais pilares (sociedade e natureza)? Estes e outros questionamentos são levantados diariamente em discussões a respeito das questões ambientais.

A vegetação, por exemplo, é bastante impactada, pois necessita-se de matéria prima, tanto para a construção civil quanto para a alimentação humana e dos animais, além de ser devastada para a construção de cidades, aumento da área da plantação e de criação de animais. Por outro lado, enquanto a vegetação é devastada, diversas espécies (forma como o próprio homem dividiu os animais) são mortas e, como consequência, pode ocorrer a própria extinção dessas espécies, o que, de certo modo, é algo ruim para a humanidade, pois a variedade ou variabilidade é vital para conferir resistência as espécies. Um exemplo sobre esse ponto é a questão de determinada doença que surge em uma espécie e só alguns indivíduos sobrevivem, logo estes passam suas resistência aos demais e a doença, provavelmente, não mais causará perdas a espécie.

Cabe ressaltar a questão da água, mais precisamente, do seu mal uso. Sabe-se que apesar da variação na quantidade de água que um indivíduo necessita, todos os seres dependem da mesma para sua sobrevivência, inclui nesse contexto o homem. Porém, este último não está utilizando-a de forma adequada, visto que atualmente se fala de escassez de água, apesar da grande quantidade deste recurso. Porém, uma ínfima parte considerada potável (água doce e sem poluentes).

Assim, é de vital importância compreender como vive a população em geral e com o que esta se preocupa. Desta forma, pode-se produzir medidas públicas, aliado a um trabalho de conscientização baseado nos princípios da educação ambiental, visto que, de certo modo, pode e deve ser utilizada como uma ferramenta ímpar para reverter e minimizar os impactos causados pela relação homem/meio ambiente.

(Hugo Marques Cabral, biólogo e aluno do Mestrado em Ecologia e Produção Sustentável da Pontifícia Universidade Católica de Goiás / Marcos Antonio da Silva, professor da Unidade Acadêmico-Administrativa de Educação da Pontifícia Universidade Católica de Goiás)



Fonte: Diário da Manhã



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