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O isopor se degrada mais rápido do que pensávamos, segundo pesquisadores

Compartilhe:     |  22 de outubro de 2019

O isopor (poliestireno) é um dos polímeros sintéticos utilizados ​​na fabricação de embalagens e materiais de construção: a cada ano são produzidas dezenas de milhões de toneladas de poliestireno e se trata de um dos resíduos plásticos mais presentes no ambiente.

Dada a sua ampla difusão e presença nos solos e nas águas, sempre se acreditou que o poliestireno persistiria por milhares de anos no meio ambiente, uma vez que os estudos sempre se concentraram na atividade microbiana.

A degradação do poliestireno pelos micróbios é de fato lenta e difícil, devido à estrutura complexa e pouco acessível do material.

Contudo, novos experimentos, realizados por pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution, mostraram que o poliestireno pode se degradar em um período inferior, dezenas ou centenas de anos, graças aos raios solares.

A estrutura do poliestireno, não muito acessível para microorganismos, é, no entanto, perfeita para absorver a luz solar. Os raios UV provocam uma série de reações de oxidação fotoquímica que levam primeiro à quebra física do plástico em pedaços tão pequenos que não são visíveis a olho nu e, em seguida, à degradação completa do poliestireno em dióxido de carbono e parcial no carbono orgânico dissolvido.

O estudo

Para demonstrar a capacidade do raios solares de degradar o poliestireno, os pesquisadores realizaram experimentos em cinco amostras diferentes do material.

Após mergulhar as amostras na água, elas foram submetidas à irradiação com lâmpadas que simulam a luz solar natural e, depois de certo período de tempo, mediram o CO2 e outras substâncias dissolvidas na água.

Dessa maneira, os cientistas foram capazes de formular hipóteses em realçao ao tempo necessário para degradar completamente o poliestireno disperso no ambiente.

A degradação completa pode, portanto, ocorrer em um arco temporal compreendido entre dezenas e centenas de anos e não milênios, como sempre se pensou. O tempo necessário para transformar o poliestireno em CO2 pode variar com base em diversos fatores, incluindo a presença de aditivos capazes de absorver diferentes frequências da luz solar, influenciando a velocidade das reações e a quebra de ligações químicas.

De qualquer forma, o fato de o poliestireno se decompor em um tempo menor do que pensávamos, não nos autoriza a despejar toneladas desse tipo de lixo plástico no meio ambiente todos os anos. Além do mais, os pesquisadores sublinharam a necessidade de estudos posteriores para estabelecer o destino final dos compostos dissolvidos na água.



Fonte: Greenme



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