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O mundo precisa de uma ‘conversão ecológica’ para promover a sustentabilidade

Compartilhe:     |  14 de março de 2019

Não é possível alcançar o desenvolvimento sustentável sem as vozes de quem é afetado pela exploração dos recursos, principalmente os pobres, os imigrantes, os indígenas e os jovens, disse o Papa Francisco aos participantes de uma conferência do Vaticano sobre desenvolvimento sustentável.

A reportagem é de Junno Arocho Esteves, publicada por Catholic News Service. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Sem uma mudança de atitude que se concentre no bem-estar do planeta e seus habitantes, os esforços para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável da ONU não serão “suficientes para uma ordem mundial justa e sustentável”, disse o Papa, no dia 8 de março.

“São João Paulo II já comentou a necessidade de ‘incentivar e apoiar a conversão ecológica'”, observou.

“As religiões têm um papel fundamental a desempenhar”. “Para mudar na direção de um futuro sustentável corretamente, precisamos reconhecer nossos erros, pecados, faltas e falhas, o que leva a um sincero arrependimento e desejo de mudança. Desta forma, podemos nos reconciliar com os outros, com a criação e com o Criador.”

A conferência internacional de três dias “Religions and the Sustainable Development Goals: Listening to the cry of the earth and of the poor” (Religiões e os objetivos do desenvolvimento sustentável: ouvir o grito da Terra e dos pobres) analisou como as religiões podem ajudar o mundo a atingir as metas até 2030.

A conferência, que aconteceu de 7 a 9 de março e foi organizada conjuntamente pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, reuniu líderes de todas as principais religiões, bem como defensores e especialistas nas áreas de desenvolvimento, meio-ambiente e saúde.

Dando as boas-vindas aos participantes, o Papa elogiou o objetivo da conferência de incluir a voz de diferentes tradições religiosas, bem como a católica, para contribuírem com “novos caminhos de desenvolvimento construtivo”.

Segundo ele, o desenvolvimento é “um conceito complexo quase totalmente limitado ao crescimento econômico”, levando o mundo por um “caminho perigoso, em que o progresso é avaliado apenas em termos de crescimento material”.

Nesse caminho, muitos “têm explorado o ambiente e outros seres humanos de forma irracional”, acrescentou.

“Precisamos nos comprometer a promover e implementar os objetivos de desenvolvimento apoiados pelos nossos mais profundos valores religiosos e éticos”, disse o Papa. “O desenvolvimento humano não é apenas uma questão econômica ou apenas dos especialistas: é, em última instância, uma vocação, um chamado que requer uma resposta livre e responsável.”

Francisco também demonstrou esperança de que a conferência possa levar a soluções concretas que respondam ao “grito da Terra e dos pobres”, promovendo compromissos sérios “que se desenvolvam em conjunto com a nossa irmã Terra e nunca contra ela”.

“Se estamos mesmo preocupados com o desenvolvimento de uma ecologia capaz de reparar os danos que causamos”, disse o Papa, “nenhum ramo da ciência ou forma de sabedoria deve ser negligenciada, e isso inclui as religiões e suas linguagens particulares”.



Fonte: REVISTA IHU ON-LINE



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