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O que acontece no seu cérebro quando você brinca com seu filho

Compartilhe:     |  30 de dezembro de 2018

Tem coisa mais gostosa que brincar com um filho? Pois, saiba que, além de prazeroso, é extremamente benéfico. Pesquisas mostram, pela primeira vez, que quando adultos estão envolvidos em brincadeiras conjuntas com seus bebês, os cérebros têm explosões de atividade de alta frequência, que estão ligadas aos padrões de atenção de seus bebês e não aos deles.

Como foi feito o estudo
A nova pesquisa, publicada na revista americana PLOS Biology, foi realizada em conjunto por pesquisadores da University of East London, Cambridge e Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. Para chegar a essa conclusão, os cientistas registraram simultaneamente dados de eletroencefalografia de crianças de 1 ano e de suas mães, enquanto brincavam separadamente ou em conjunto com brinquedos.

“A maioria das crianças passa a maior parte de suas horas de vigília na companhia de outras pessoas. Mas quase tudo o que sabemos sobre aprendizagem precoce no cérebrovem de estudos que examinam individualmente cérebros de bebês”, disse Sam Wass, principal autor do estudo. “Ao registrar a atividade no cérebro de um bebê e no cérebro de sua mãe ao mesmo tempo, fomos capazes de ver como as mudanças em suas atividades cerebrais refletiam seu próprio comportamento ou o do outro enquanto brincavam juntos”, explicou.

Mãe e filho participando do estudo (Foto: Kaili Clackso/CC-BY)

“Sabemos que, quando um adulto brinca junto com uma criança, isso ajuda a criança a manter a atenção nas coisas”, continuou ele. “Mas até agora não entendíamos realmente por que isso acontece. Nossas descobertas sugeriram que, quando um bebê presta atenção às coisas, o cérebro do adulto acompanha e reage ao comportamento do bebê — como se as ações de seus bebês ecoassem atividade cerebral dos pais e também descobrimos que, quando o cérebro dos pais é mais responsivo à criança, a criança mantém a atenção por mais tempo”, disse.

Apesar das descobertas, segundo os pesquisadores, ainda há muitos questionamentos a serem esclarecidos. “Não sabemos, por exemplo, se alguns pais são mais responsivos a seus bebês do que outros — e se sim, por quê. E nosso estudo apenas examinou as mães, então não sabemos se mães e pais podem ser diferentes em como eles reagem neuralmente a seus bebês. Nossos achados são empolgantes, mas há muito mais para investigar sobre como, exatamente, esse tipo de a capacidade de resposta neural dos pais pode ajudar as crianças a aprender”, finalizou Victoria Leong, autor sênior do estudo.



Fonte: Revista Crescer



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