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O que são aerossóis, de onde vêm e quais os efeitos na saúde humana?

Compartilhe:     |  4 de maio de 2015

Ao contrário do que muitos pensam, aerossóis não são substâncias gasosas. São partículas sólidas ou líquidas que se encontram suspensas em um meio gasoso (geralmente o ar).

Alguns exemplos de aerossóis líquidos são as partículas que compõem nuvens, neblinas, ou os desodorantes e purificadores de ar em spray. Dentre os sólidos, podemos citar a fumaça e a poeira, por exemplo. Assim, é possível dizer que este material pode ser de origem natural ou produzido a partir das atividades humanas.

As emissões antropogênicas, ou seja, resultantes de atividades humanas, de aerossóis atmosféricos têm aumentado significativamente nos últimos 156 anos, causando vários impactos ambientais, que incluem efeitos adversos à saúde humana, como problemas de visão.

Antigamente, os aerossóis não eram inclusos em modelos matemáticos que buscavam prever o clima, o tempo e a qualidade do ar. O fato de hoje suas influências sobre o clima serem consideradas demonstra um aumento na complexidade dos cenários de mudanças climáticas, além das incertezas neles envolvidas.

O tamanho destas partículas é medido em micrômetros (μm), podendo variar de 0,001 a 100, onde 1 μm equivale a 10 elevado a –6 metros. Partículas inaláveis são aquelas que possuem diâmetro inferior a 10 μm, e são chamadas de MP10 (material particulado 10).

Emissão e Impactos

As partículas inaláveis (MP10) são facilmente carregadas sistema respiratório adentro. Com isso, elas podem causar ou agravar diversas doenças respiratórias, principalmente para grupos mais sensíveis, como crianças e idosos.

Uma vez emitidas para a atmosfera, estas partículas podem passar dias suspensas antes de se depositarem novamente na superfície da terra, podendo também ser carregadas a longas distâncias por correntes de ar, causando impactos não só regionais e locais, mas também globais.

Partículas de aerossol podem atuar absorvendo ou espalhando a radiação solar, influenciando diretamente no clima ao atuar na formação das nuvens, modificando os ciclos hidrológicos e o regime de chuvas.

Fontes

As principais fontes de material particulado são os oceanos (através do sal marinho lançado na atmosfera pelos sprays das ondas), desertos e vulcões (pelo levantamento de poeiras pelos ventos e pelo dióxido de enxofre – SO2 – emitido pelos vulcões) e a queima de biomassa e de combustíveis fósseis (pela emissão de fuligem e fumaça).

Dentro do que chamamos de aerossóis há também aqueles de origem biológica, chamados bioaerossóis, que englobam vírus, bactérias, fungos, esporos, e polens.

Classificações

Os aerossóis podem ainda ser classificados em primários e secundários. Os aerossóis primários são aqueles formados por partículas provenientes diretamente da fonte, enquanto os aerossóis secundários são formados na atmosfera. Estes são resultantes de reações químicas envolvendo compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês), além do dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de nitrogênio (NOx) .

Remoção

Os aerossóis presentes na atmosfera podem retornar à superfície pela deposição úmida ou seca:

• Deposição úmida

É a retirada dos aerossóis da atmosfera pelas precipitações. Ou seja, é quando as chuvas carregam estas partículas de volta à superfície terrestre.

• Deposição seca

É quando as partículas de aerossol retornam à superfície da terra sem a necessidade de chuvas, sendo mais difícil de acontecer.

Veja abaixo algumas imagens do efeito do smog fotoquímico (smog: junção das palavras “smoke”, que em inglês significa fumaça e “fog”, que significa névoa) ocorrido em Londres em dezembro de 1952, quando a redução da visibilidade afetou toda a cidade levando ao cancelamento de eventos esportivos, além de ter atrapalhado o transporte e ter influenciado na saúde dos londrinos. Este efeito durou quatro dias, provocando cerca de 4 mil mortes acima do esperado. As fotos abaixo foram tiradas por volta do meio-dia, acredite se quiser!

Um grupo de trabalhadores da cidade usando máscaras contra a poluição atmosférica pesada em Londres, em novembro de 1953. Quase um ano após o Grande Nevoeiro de 1952

Até o momento, não se entende por completo o aerossol atmosférico. Faltam ainda diversas informações relacionadas ao processo de formação destas partículas, sua composição e destino final, além dos processos pelos quais estas partículas passam até sua remoção da atmosfera. Porém, com diversos efeitos ambientais negativos (além daqueles negativos à saúde humana) já comprovados, o melhor a se fazer é evitá-los. Em vez de comprar aromatizadores de ar aerossóis, fabrique seu próprio aromatizador. Além de evitar estas partículas nocivas à saúde você garante que seu lar tenha um ar mais puro e livre de substâncias tóxicas. Outra forma de evitá-los é a utilização de desodorantes roll-on (de preferência sem parabenos ou outros itens potencialmente danosos) em vez daqueles aerossóis ou em spray. Quando for inevitável a utilização de latas de aerossóis, fique ligado! Elas exigem cuidados especiais tanto em seu acondicionamento quanto em relação ao seu descarte.



Fonte: Revista Ecológico - Ecycle



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