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Relatório Planeta Vivo aponta diminuição de 52% de espécies animais no mundo todo

Compartilhe:     |  12 de outubro de 2014

Populações de espécies no mundo todo diminuíram 52% desde 1970: esta é uma das conclusões do Relatório Planeta Vivo 2014, que a Rede WWF (Fundo Mundial para a Natureza) anunciou recentemente. Divulgada a cada dois anos, essa importante publicação apresenta o cenário detalhado e atualizado da situação do meio ambiente no planeta.

E essa última edição, como declara Marco Lambertini, Diretor Geral da WWF Internacional na introdução do relatório, “não é para os fracos de coração”. Na América Latina, essa diminuição é ainda maior: 83% das populações de peixes, aves, mamíferos, anfíbios e répteis foram extintas na América Latina nos últimos 40 anos.

Ainda segundo o documento, as principais causas dessas reduções são a perda de habitats, a degradação e exploração decorrente de caça e pesca, além das mudanças climáticas. O relatório aponta também que a Pegada Ecológica – medida da demanda da humanidade sobre a natureza – continua a aumentar. Ou seja, os recursos naturais disponíveis não são suficientes para o tanto que gastamos.

“Biodiversidade é uma parte fundamental dos sistemas que sustentam a vida no planeta e um termômetro para saber como estamos cuidando do planeta, que é a nossa única casa. Necessitamos urgentemente de uma ação global em todos os setores da sociedade para construir um futuro mais sustentável”, afirma Lambertini.

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Trabalho árduo e esforço

Em um cenário nada otimista, qual seria a saída? Segundo a Perspectiva One Planet, que também faz parte do documento, a solução está em buscar melhores escolhas para gerenciar, usar e repartir os recursos naturais dentro dos limites do planeta. É preciso consumir de forma mais inteligente, redirecionar fluxos financeiros e compartilhar nossos recursos de forma mais equitativa, sugere o estudo.

Para se ter uma ideia do que pode ser feito, vale citar o exemplo dos gorilas de montanha. Hoje, restam apenas cerca de 880 animais dessa espécie na natureza, dos quais aproximadamente 200 estão no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo. Apesar do número muito reduzido – eles estão entre as espécies que mais sofreram com a extinção – essa é a única espécie de grandes símios cuja população está aumentando graças a intensos esforços de conservação.

Outro exemplo: o projeto Tamar, que desde 1980 atua para preservar as tartarugas-marinhas, sendo reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha. Ao todo, o projeto protege cerca de 1.100 quilômetros de praias, em 25 pontos do litoral brasileiro.

Também vale citar o Instituto Onça-Pintada, ONG dedicada exclusivamente a promover a conservação desse felino, considerado o maior do continente americano. Fundado em 2002, o instituto desenvolve e apoia projetos de pesquisa e conservação na Amazônia, na Caatinga, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.



Fonte: Bayer Jovens



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