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O T fica no rótulo das embalagens que identifica ingredientes transgênicos no alimentos. Por enquanto…

Compartilhe:     |  1 de junho de 2016

Por Beatriz Diniz

Depois de 15 anos, O STF nos devolve o direito de saber quais alimentos têm ingredientes transgênicos, mesmo que seja “só um pouquinho”. Mas, ainda tramita no Senado projeto de lei  para tirar o T do rótulo. Entenda como isso está mais presente na sua vida do que você imagina.

Está no óleo de cozinha, comum na comida das famílias brasileiras. Tem no mingau que servimos aos nossos filhos ou comemos numa noite de friozinho. São os transgênicos, como a soja e o milho geneticamente modificados, identificados pelo T no rótulo ou na embalagem de alguns alimentos. O Supremo Tribunal Federal [STF] garantiu a obrigatoriedade da informação sobre o uso de ingredientes transgênicos. Em 2001, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor [Idec] entrou com Ação Civil Pública contra a União para exigir a informação sobre a presença de transgênicos em qualquer quantidade nos produtos alimentícios. 15 anos depois, O STF devolve aos consumidores brasileiros o direito de saber quais alimentos têm ingredientes transgênicos, mesmo que seja “só um pouquinho” [menos de 1%].

A decisão é ainda mais importante porque tem Projeto de Lei tramitando no Senado para alterar a Lei de Biossegurança e liberar os produtores de alimentos de informar a presença de componentes transgênicos quando sua porcentagem for inferior a 1% da composição total do produto alimentício. Na noite de 28 de abril de 2015 a maioria dos deputados federais aprovou esse projeto. Talvez achem que jamais vão comer um bife de boi alimentado com ração de milho transgênico ou fritado em óleo de soja transgênica. Capaz que até acreditem que seus netinhos nunca vão comer biscoitos de maizena com amido de milho transgênico ou soja transgênica.

O problema é que a decisão deles, tomada em nosso nome, afeta o nosso direito de saber o que estamos consumindo e o nosso poder escolher um alimento que seguramente não faz mal para nossa saúde. E o perigo é “nossos representantes” políticos serem incapazes de levar em consideração que regulamentos técnicos, como a Lei de Biossegurança, sirvam para nos proteger de abusos dos interesses econômicos.

Tirar o T do rótulo é exatamente defender o abuso do interesse econômico e tirar o nosso direito de saber e de escolher o tipo de alimento queremos consumir.  O projeto, já aprovado na Câmara, está no Senado, em análise na Comissão de Agricultura depois de rejeitado pela Comissão de Ciência e Tecnologia . Vamos pressionar! É nosso direito saber e poder escolher. Assine aqui a petição da Avaaz pedindo aos senadores pelo T em todos os produtos alimentícios com transgênicos.



Fonte: Revista Ecológica



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