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Observações da energia escura catalogam 700 milhões de corpos celestes

Compartilhe:     |  18 de janeiro de 2021

Dados astronômicos para minerar

colaboração internacional DES (Dark Energy Survey, ou Pesquisa da Energia Escura) divulgou uma enorme coleção pública de dados astronômicos e imagens calibradas, resultados de seis anos de observações por um telescópio automatizado.

Contendo dados sobre quase 700 milhões de objetos astronômicos, este é o segundo lançamento de dados (DR2) na história de sete anos do DES – o DR1 continha 400 milhões de objetos.

Em termos básicos, os mapas permitem melhores estimativas da quantidade e da distribuição da matéria no Universo.

Mas o objetivo final é entender a taxa de expansão acelerada do Universo e o fenômeno da energia escura, que os cientistas acreditam ser responsável por essa expansão.

Pesquisadores de todo o mundo podem acessar esses dados inéditos e minerá-los para fazer novas descobertas sobre o Universo, complementares aos estudos que estão sendo realizados pela colaboração DES.

“Como os conjuntos de dados astronômicos hoje são tão vastos, o custo de manuseá-los é proibitivo para pesquisadores individuais ou para a maioria das organizações,” disse Robert Nikutta, membro da colaboração. “O CSDC [Centro de Dados e Ciência Comunitária] fornece acesso aberto a grandes conjuntos de dados astronômicos, como o DES DR2, e as ferramentas necessárias para explorá-los e tirar proveito deles – então, tudo o que é necessário é alguém da comunidade com uma ideia inteligente para descobrir ciência nova e empolgante.”

Observações da energia escura catalogam 700 milhões de corpos celestes

Esta é a supercâmera astronômica DECam, que faz as observações do DES. Ela está montada no telescópio Víctor Blanco, em Cerro Tololo, no Chile.
[Imagem: DOE/LBNL/DECam/R. Hahn/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA]

Resultados científicos

Juntamente com os dados, a equipe do DES anunciou também alguns avanços já feitos com este novo conjunto de dados.

Um dos primeiros resultados está relacionado à construção de um catálogo de estrelas variáveis RR Lira, que traz informações sobre a região do espaço além da borda da nossa Via Láctea. Nesta área quase desprovida de estrelas, o movimento das estrelas RR Lira sugere a presença de um enorme “halo” de matéria escura, que pode fornecer pistas de como nossa galáxia se estruturou nos últimos 12 bilhões de anos.

Em outro resultado, a equipe do DES usou o catálogo DR2, juntamente com os dados do experimento de ondas gravitacionais LIGO, para estimar a localização de uma fusão de buracos negros e, independentemente de outras técnicas, inferir um valor para a constante de Hubble, um parâmetro cosmológico essencial para o atual modelo do Universo.

E, combinando seus dados com outras observações, a equipe do DES gerou um mapa detalhado das galáxias anãs que são satélites da Via Láctea, oferecendo uma visão de como nossa própria galáxia foi montada e como ela se compara às previsões dos cosmologistas.



Fonte: Inovação Tecnológica



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