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Observatório capta erupção em lua de Júpiter, no que pode ser o vulcão mais brilhante do Sistema Solar

Compartilhe:     |  7 de agosto de 2014

Uma das maiores erupções vulcânicas já vistas no sistema solar foi flagrada em plena atividade, em Io, lua de
A grande erupção ocorreu em agosto de 2013, mas só agora foi revelada em uma série de imagens impressionantes, feitas pelo Observatório Gemini, no Havaí.

As emanações maciças de magma, ultrapassando a temperatura de qualquer material expelido em vulcões na Terra, até hoje, poderia ajudar a fornecer informações sobre o início da história de planetas como o nosso.

Esta erupção em particular foi o final ‘em grande estilo’ de uma série de erupções que ocorreram ao longo de várias de semanas.

As duas primeiras erupções maciças foram vistas em 15 de agosto de 2013 pelo Dr. Imke de Pater, da Universidade da Califórnia, no hemisfério sul de Io.

Os acontecimentos foram registrado com uma câmera de infravermelho (NIRC2) no telescópio Keck II, um dos dois telescópios operados pelo Observatório Keck, no Havaí, que possuem 10 metros de comprimento. A explosão mais brilhante das duas primeiras registradas em uma caldeira – abertura que pode acompanhar um vulcão – chamada Rarog Patera, produziu um fluxo de lava de 130 quilômetros quadrados de área, e 10 metros de espessura.

A outra erupção, perto de uma caldeira chamada Heno Patera, produziu fluxos cobrindo 310 quilômetros quadrados. Uma terceiro e ainda mais brilhante erupção – uma das mais brilhantes já vistas em Io – foi, então, capturada em 29 de agosto, usando os dois telescópios mais avançados do Gemini.

Os pesquisadores disseram que essa erupção foi mais de 10.000 vezes mais potente que a erupção do Eyjafjallajökull na Islândia em 2010, que causou grande devastação, atrapalhando a atividade aérea de vários países.

Eles concluíram que a energia emitida foi cerca de 20 Terawatts, expulsando quantidades absurdas de lava.

Katherine de Kleer, pós-graduanda e pesquisadora, diz que a temperatura da erupção foi, provavelmente, muito maior do que os equivalentes na Terra, atualmente. Ela disse que era “indicativo de uma composição do magma, que só ocorreu na Terra quando o planeta estava em formação”.

Dr. de Pater, espera outras explosões enormes em Io, a cada um ou dois anos, mas talvez não tão intensas quanto esta. “Aqui nós tivemos três explosões extremamente brilhantes, o que sugere que podem ocorrer com certa frequência. Se o fato se comprovar, poderíamos ver muitos mais disso em Io”, explicou ele.

Ashley Davies, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), disse que as recentes erupções correspondem a eventos passados que expeliram dezenas de quilômetros cúbicos de lava ao longo de centenas de quilômetros quadrados de solo, em um curto período de tempo. “Esses novos eventos estão em uma classe relativamente rara de erupções de Io, por conta de seu tamanho e emissão termal surpreendentemente alta”, disse.

A quantidade de energia que está sendo emitida por estas erupções implica em fontes de lava jorrando por fissuras em um volume muito grande por segundo, formando correntes de lava que rapidamente se espalham sobre a superfície de Io”, completou.

Nós estamos usando Io como um laboratório vulcânico, onde podemos comparar com o passado de nosso planeta, com o intuito de obter uma melhor compreensão de como essas grandes erupções aconteceram e o tempo que eles duraram“, finalizou Davies.



Fonte: Jornal Ciência



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