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Óleo de mamona é considerado um excelente fortificante para os cabelos

Compartilhe:     |  5 de outubro de 2014

A mamoeira (Ricinus communis L.) é uma planta que se desenvolve em diversas regiões do Brasil, sendo que as principais produções se localizam na Bahia e no Ceará. Não se sabe ao certo a origem dessa planta (certas fontes dizem que é asiática, outras afirmam ser africana). São citados relatos de que ela já era utilizada há milhares de anos no Egito e na Índia.

É uma planta em forma de arbusto, que tem uma parte ramificada na cor verde avermelhada, podendo variar de coloração dependendo da região. Pode atingir desde um até seis metros de altura, de acordo com o porte.

O fruto dado pela mamoeira é chamado de mamona ou rícino. É uma cápsula que pode ter diversos tamanhos, com espinhos na parte externa, e que possui, em seu interior, sementes ovais e lisas.

O maior risco desse fruto está na ingestão das sementes. Elas são venenosas devido à presença da proteína tóxica ricina, conhecida por ser inativadora de ribossomos – ela penetra na célula e a paralisa. Mesmo em pequenas doses, pode levar à morte. A ingestão de três sementes pode matar uma criança e, oito, um adulto. Outro componente ativo na mamoeira é a ricinina, diferente da ricina. Está presente em toda parte da planta, nas flores e folhas, e apresenta efeitos no sistema nervoso quando ingerida.

No entanto, da semente é extraído o óleo de mamona, principal produto derivado da mamoeira, que corresponde aproximadamente 50% do total da semente. O óleo não é tóxico como as sementes, pois a ricina não é solúvel em óleo, sendo separada durante o processo de extração. O óleo de rícino é usado como laxante, sua ingestão é de difícil digestão pode causar náuseas, vômitos e diarreias.

A extração pode ser feita por prensagem a frio ou a quente, ou por solvente. Primeiramente, as sementes passam por uma limpeza e são cozinhadas, na prensagem, elas são prensadas e degomadas, obtendo-se um óleo. A torta que sobra da prensagem segue para a extração por solvente, onde é utilizado hexano ou etanol.

O óleo para fins medicinais é extraído por prensagem a frio, pois é mais límpido, incolor, livre de ricina e isento de acidez e impurezas. Já o óleo para fins industriais utiliza a prensagem a quente das sementes, obtendo-se um óleo límpido, brilhante, mas podendo ter, no máximo, 1% de acidez e 0,5% de impurezas.

O óleo é composto por 95% de ácido ricinoleico, o que confere suas aplicações e diversos benefícios, o restante é dado pelos ácidos linoleico, oleico e palmítico. Devido ao ácido ricinoleico, este óleo possui largo emprego na indústria química e também é o responsável pela alta viscosidade e solubilidade em álcool. Pode ser usado como matéria-prima para o biodiesel.

Aplicações

Industrialmente, o óleo de mamona é utilizado na fabricação de tintas, vernizes, plásticos, colas, como matéria-prima de náilon e lubrificantes, pois é estável tanto em baixas como em altas temperaturas, e pode ser utilizado em compressores, transformadores e também na formulação de lubrificantes biodegradáveis.

Como medicamento, por apresentar propriedade purgativa, seu uso mais conhecido é como laxante. O ácido ricinoleico contido é transformado em prostaglandinas quando absorvido, evitando os sintomas causados pela falta dessa substância, como distúrbios menstruais e doenças graves (esclerose múltipla, por exemplo). Porém, o consumo desse óleo não deve se dar em excesso. Antes de qualquer atitude, consulte um médico para saber exatamente a melhor forma de consumi-lo como medicamento. Não é um óleo a ser utilizado na cozinha como alimento.

O ácido ricinoleico apresenta propriedades antibacterianas, analgésicas e anti-inflamatórias, dessa forma, compressas com óleo de rícino são utilizadas para reduzir inflamações e melhorar a assimilação intestinal.

Na cosmética, também é muito utilizado devido à elevada viscosidade que apresenta. Pode ser aplicado nos cabelos, pele, cílios – também é muito usado para fazer sabão.

Ele também ajuda a suavizar a pele seca e irritada. É rapidamente absorvido, estimulando a produção de colágeno, o que reduz rugas e estrias. Tem propriedades emolientes e umectantes que auxiliam na hidratação, elasticidade e maciez da pele. Como óleo de massagem, é ótimo para o relaxamento do corpo e para curar inflamações, como artrite, proporcionando uma sensação de bem-estar. No entanto, devido à alta viscosidade desse óleo, deve ser misturado com outros óleos vegetais mais leves, como óleo de semente de uva ou de amêndoas doces, para facilitar no deslizamento da massagem.

Uma das melhores aplicações do óleo de rícino é para os cabelos. Ele ajuda no fortalecimento do couro cabeludo e no crescimento dos cabelos. Como apresenta propriedades antibacterianas e antifúngicas, devido à elevada composição de ácido ricinoleico, o óleo combate infecções e o crescimento de bactérias e fungos que poderiam impedir o crescimento capilar.

Portanto, se você está com problemas de queda e falhas nos cabelos, o óleo de rícino é um ótimo aliado. Ele ameniza a queda, acelera o crescimento e faz o cabelo crescer mais forte e espesso. É possível também aplicá-lo em locais onde há ferimentos, como cicatrizes ou queimaduras no couro cabeludo (locais em que o cabelo não cresce), o óleo de mamona pode auxiliar no crescimento. Se o caso for genético, como calvície, o óleo não irá curar o problema, somente retardará.

Esfregue o óleo nas mãos, massageie o couro  por cinco minutos e deixe agir nos cabelos por mais alguns minutos. Massagear o couro ativa a circulação e ajuda a estimular o crescimento por causa da presença de ácido linoleico (ômega 6), que fortalece e nutri os fios. Pode aplicá-lo de duas a três vezes por semana, usando continuamente por um período de tempo prolongado, pois os resultados aparecem após alguns meses de tratamento. Vale ressaltar que o uso desse óleo deve ser 100% puro, livre de qualquer química que possa ser nociva a saúde, portanto, certifique-se de que o óleo é puro antes de usá-lo. 

O óleo em questão também serve para cabelos ressecados, pontas duplas e doenças no couro, como caspa e coceira. Ele proporciona hidratação, deixando os cabelos sedosos e brilhantes. O óleo apresenta um odor forte, que pode incomodar algumas pessoas, portanto, evite sua inalação e utilize-o moderadamente.

E não é só no crescimento dos cabelos que o óleo de mamona pode ser utilizado. Ele também pode ser aplicado nos cílios, sobrancelhas e barbas, auxiliando seu crescimento. Não existem estudos científicos que comprovem tal fato, porém, há relatos de que o uso do óleo pode ser eficaz para estes casos.

 



Fonte: Revista Ecológico



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