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OMS descarta cancelar ou mudar sede dos Jogos Olímpicos por zika

Compartilhe:     |  29 de maio de 2016

Cancelar ou mudar a sede dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 não mudaria radicalmente a propagação do zika vírus, estimou a Organização Mundial da Saúde (OMS), depois que 150 especialistas propuseram adiar ou transferir a competição mundial.

Até o momento, “cancelar ou mudar a sede dos Jogos Olímpicos não mudaria de maneira significativa a propagação internacional do zika vírus”, estimou a OMS em um comunicado publicado na noite da última sexta-feira(27).

O Brasil é o país mais atingido pelo zika vírus, com cerca de um milhão e meio de pessoas afetadas desde 2015. Sessenta países registraram casos deste vírus, que se propaga através de mosquitos.

“As pessoas continuam viajando a estes países por muitos motivos, a melhor maneira de reduzir o risco é seguir as recomendações de saúde pública”, sustentou a OMS.

As autoridades brasileiras confirmaram que os Jogos Olímpicos acontecerão conforme o planejado. O ministério da Saúde diz que continua seguindo as orientações da OMS, que afirma que os riscos de infecção por zika em agosto são “mínimos”.

Mais de 150 especialistas pediram na sexta-feira em uma carta aberta para adiar ou mudar a sede dos Jogos Olímpicos previstos em agosto no Rio de Janeiro devido ao surto de zika.

“Nossa maior preocupação é a saúde pública mundial. A cepa brasileira do zika vírus afeta a saúde de maneiras que a ciência nunca havia observado antes”, disseram na carta médicos e pesquisadores das principais universidades do mundo.

“Um risco desnecessário se apresenta quando 500.000 turistas estrangeiros de todos os países que comparecerão aos Jogos se expõem potencialmente a esta cepa e retornam às suas casas, onde pode se tornar endêmica”, escreveram.

“Se isso acontecer em locais mais pobres, como aqueles ainda não afetados (por exemplo, a maior parte do Sul da Ásia e da África), o sofrimento pode ser grande”, alertaram na carta.

O zika vírus pode causar transtornos neurológicos e microcefalia, uma malformação na qual a criança nasce com uma cabeça pequena ou na qual a cabeça para de crescer depois do parto.

Aproximadamente 1.300 bebês nasceram no Brasil com deficiências irreversíveis desde que o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, começou a transmitir zika, no ano passado.

A OMS recomendou que as mulheres grávidas não viajem aos países ou regiões onde foram registrados casos de transmissão sexual do zika vírus, o que inclui o Rio de Janeiro.

As pessoas que querem viajar ao Brasil para os Jogos Olímpicos devem seguir as recomendações de saúde pública de seus países antes de partir e consultar um médico, acrescentou a OMS.

“A OMS seguirá a situação de perto e adaptará suas recomendações caso seja necessário”, concluiu a organização internacional.



Fonte: Uol - AFP



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