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Ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein são detectadas pela segunda vez

Compartilhe:     |  16 de junho de 2016

Cientistas afirmaram nesta quarta-feira (15) que detectaram, pela segunda vez, as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein 100 anos atrás e confirmadas pela primeira vez em fevereiro. De acordo com os especialistas, que apresentaram os resultados das investigações na conferência anual da American Astronomical Society, a detecção das “dobras no espaço” não foi um acaso.

Segundo os pesquisadores, as ondas gravitacionais foram detectadas pelos aparelhos do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) e Virgo – aparelho europeu – no dia 25 de dezembro de 2015. O fenômeno resulta da fusão de dois buracos negros em um único e imenso abismo 1,4 bilhão de anos atrás.

Os detectores do LIGO estão localizados em Livingston, na Louisiana, e Hanford, no Estado de Washington. O detector de Louisiana percebeu as ondas primeiro, e o de Washington, 1,1 milissegundo mais tarde. Os cientistas usaram a diferença de tempo para calcular dados dos buracos negros e de sua fusão.

Segundo os pesquisadores, o primeiro sinal detectado refletia a fusão de buracos negros com massas de 29 e 36 vezes a do Sol. O segundo sinal é resultado da fusão de um par mais modesto, com massas de 14 e 8 vezes a do Sol. “Estamos começando a vislumbrar um tipo de informação astronômica nova, que só pode vir de detectores de ondas gravitacionais”, disse David Shoemaker, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigioso MIT.

Primeira detecção – Em setembro de 2015, aparelhos do LIGO detectaram pela primeira vez as ondas gravitacionais. Os resultados das análises, no entanto, foram divulgados apenas em fevereiro deste ano. O acontecimento representou um marco na física e na astronomia, uma vez que essas minúsculas distorções no espaço-tempo – aquilo que os físicos descrevem metaforicamente como o tecido do universo, o ambiente dinâmico onde todos os acontecimentos transcorrem – eram a única parte da Teoria da Relatividade Geral de Einstein que ainda não havia sido confirmada pela ciência.

(Com Reuters)



Fonte: Veja - Redação



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