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ONU diz que aquecimento global pode ficar mais grave e irreversível

Compartilhe:     |  28 de agosto de 2014

Os impactos gerados pelo constante aumento nas emissões mundiais de gases de efeito estufa podem ser cada vez mais graves e até irreversíveis. Esta é a conclusão do estudo mais recente feito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que será divulgado oficialmente no próximo mês.

Os efeitos do aquecimento global são sentidos em todo o mundo, mas o alerta da ONU é de que se as emissões não forem controladas com urgência, as consequências podem ser drásticas. Um dos pontos destacados pela organização é o derretimento da camada de gelo que cobre a Groenlândia, que pode até levar séculos, mas, se acontecer, tende a elevar o nível do mar em até sete metros. O resultado, adicionado ao aumento do degelo na Antártida, seria a inundação de diversas áreas costeiras em todo o mundo.

O relatório será divulgado oficialmente em setembro, quando autoridades de todo o mundo se reunirão para debater novas metas e propostas. No entanto, o jornal norte-americano The New York Times recebeu uma prévia do documento e divulgou as informações.

O material foi feito comparando dados de estudos anteriores com os atuais, para que fosse possível analisar os cenários diferentes. Assim foi identificado que entre 1970 e 2000 as emissões de gases de efeito estufa subiam 1,3% ao ano. Já na década de 2000 a 2010 a taxa de aumento foi para 2,2% ao ano. O país que detém o maior percentual de emissões é a China, em consequência da imensa atividade industrial. O país é responsável por metade das emissões mundial.

O gás mais comum é o CO2, resultante da queima de combustíveis fósseis. Por causa desse agravante é necessário criar estratégias para reduzir a dependência mundial de petróleo e, inclusive, parar a extração deste material. Segundo a ONU, as reservas de petróleo armazenam uma quantidade quatro vezes maior do que o limite possível para a redução das emissões.

Se a Terra continuar aquecendo neste padrão atual, os cientistas preveem um cenário devastador para as próximas décadas. A hipótese é de que haja destruição em massa de plantas e animais, déficit na produção de alimentos, inundações costeiras, aumento da pobreza e fome, além de perdas econômicas em todo o mundo.



Fonte: Redação CicloVivo



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