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Organização da ONU destaca modelo de ‘habitabilidade’ de Curitiba

Compartilhe:     |  21 de junho de 2014

O diretor do Instituto Internacional para a Saúde Global (IISG) da ONU, Anthony Capon, disse que algumas cidades latino-americanas, como Curitiba e Bogotá, a capital da Colômbia, são o modelo a ser seguido para diversos países por suas lições no desenvolvimento de condições de ‘habitabilidade’.

Capon, o novo diretor do IISG, que é vinculado à Universidade das Nações Unidas (UNU), disse em declarações para a Agência Efe que ’em algumas cidades da América Latina houve uma liderança cívica muito forte, como em Bogotá e Curitiba, sobre as condições de ‘habitabilidade’, ao permitir que as pessoas tenham qualidade de vida na cidade’.

Acrescentou que esse modelo latino-americano está desenvolvendo as cidades ‘de acordo com o interesse das pessoas, ao invés de focar apenas no interesse do desenvolvimento econômico e do trânsito de automóveis, que é o que vemos em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos, na Austrália e no Canadá’.

O diretor de IISG destacou como um dos principais fatores em favor das cidades latino-americanas ‘o uso de ônibus e vias de trânsito rápido de ônibus (BRTs)’.

‘Bogotá e outros centros urbanos são bons exemplos nos quais foi decidido dar prioridade às rotas de ônibus com vias exclusivas em comparação com o que acontece em cidades africanas, indianas e, inclusive, na Austrália’.

‘Esses sistemas de vias rápidas para ônibus estão bem desenvolvidos nas cidades latino-americanas e são um modelo muito interessante para outras cidades do mundo’ acrescentou.

O interesse no modelo que representam cidades como Curitiba para o resto do mundo acontece em um momento no qual o IISG, sob a direção de Capon, vai se concentrar mais em ‘um entendimento ecossocial da saúde’.

‘Vamos nos concentrar nos alicerces ecológicos, sociais e econômicos da saúde e do bem-estar, em temas como as mudanças climáticas e a saúde, assim como um forte enfoque no impacto que a urbanização tem na saúde’ explicou Capon.

O diretor do IISG, cuja sede fica na Malásia, citou como exemplo um estudo, realizado em parceria com a instituição, do investigador David Baguma sobre os efeitos das mudanças climáticas na saúde dos habitantes de Uganda.

Em declarações à Efe, Baguma argumentou que as mudanças climáticas estão relacionadas com o aumento do risco de doenças vinculadas com a água, como o cólera, as febres tifoides, a diarreia aguda e a disenteria.

Segundo Baguma, as mudanças no clima em todo o mundo, a ruptura dos padrões de chuva e as inundações causadas por fortes precipitações ameaçam agravar os surtos infecciosos no continente africano.

O reitor da UNU, David Malone, disse em comunicado que um dos principais objetivos do IISG é ‘ajudar os países em desenvolvimento a melhorar sua capacidade para lidar com as ameaças à saúde humana, assim como facilitar a inovação e a disseminação de informação’. EFE



Fonte: MSN - EFE



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