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Os neandertais não tinham crânios tão fortes quanto se imaginava

Compartilhe:     |  16 de novembro de 2018

Sem armas sofisticadas, o Homem de Neandertal teve que enfrentar diversas presas e ameaças à queima-roupa. Por isso, foram descritos como resistentes em muitos trabalhos históricos e científicos. Contudo, um novo estudo da Universidade de Tubinga, na Alemanha, indica que os neandertais não eram tão “cabeça-dura” quanto se imaginava, só bons em escapar e se proteger.

Pesquisadores reuniram dados de outras análises com 295 ossos do crânio de neandertais e 541 ossos do crânio de humanos modernos que viveram na Eurásia (Europa e a Ásia) entre 80 mil e 20 mil anos atrás.

Apenas 39 dos ossos do crânio – 14 neandertais e 25 humanos modernos – mostraram sinais de ferimentos. Segundo a pesquisa, publicada na revista Nature, isso representa uma taxa de lesão de 5% nos ossos do crânio de ambas as espécies, o que sugere não haver diferenças significativas entre as duas.

O estudo também mostrou que os jovens neandertais pareciam ter mais machucados na cabeça: dos 14 crânios com ferimentos, nove provinham de indivíduos com menos de 30 anos. Enquanto isso, apenas sete dos 25 ossos humanos modernos com ferimentos provinham de indivíduos tão jovens.

Com isso, é possível que o Homem de Neandertal jovem tenha assumido mais riscos do que os jovens Homo sapiens.

De acordo com especialistas, a sobreviência dos neandertais se deu pela aplicação de armadilhas naturais. A extinta espécie pode ainda ter realizado caças em conjunto para diminuir a probabilidade de riscos aos indivíduos.



Fonte: Revista Galileu



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