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Os riscos de medicar o seu filho sem orientação médica. Até mesmo mel e própolis podem ser nocivos

Compartilhe:     |  3 de julho de 2014

Seu filho espirrou ou o nariz escorreu e você já fica desesperada atrás de uma solução mágica para livrá-lo do que está por vir. O problema é que quase sempre a ‘salvação’ é buscada onde não deveria, na “farmacinha” que você tem em casa. Mas atenção: só o pediatra pode receitar remédios.

Segundo o pediatra Sérgio Eiji Furuta, da Unifesp, os brasileiros costumam dar medicamentos às crianças sem consultar um especialista. “É muito comum ver os pais tratando os filhos em casa. Geralmente, para combater os sintomas, como tosse, dor de cabeça e coriza”, diz. Mas é justamente aí que mora o perigo, uma vez que tratar apenas os sintomas pode mascarar a doença que está por trás.

O problema é que nem sempre os pais têm a consciência de que estão estão colocando a saúde de seus filhos em risco. Existem alguns produtos que, por serem de fácil acesso ou fitoterápicos, podem parecer inofensivos, mas não são. Abaixo você descobre quais são eles. Confira:

– Xarope
Além de ser comprado em qualquer farmácia sem receita médica, existem tipos de várias cores e sabores com a proposta de driblar a ‘cara feia’ da criança. O maior problema, porém, é que muitas vezes ele combate o sintoma, mas não a doença em si. “Uma tosse pode ser provocada por alergia, por pneumonia, por gripe. Se o pai tentar apenas combater o sintoma, a longo prazo, o quadro pode evoluir para algo mais grave”, alerta Furuta.

– Medicamentos naturais
Um erro comum é pensar que remédios fitoterápicos, porque são naturais, não fazem mal. Apesar de serem produtos livre de química, dependendo da concentração e do princípio ativo, a criança pode desenvolver uma alergia ou, até mesmo, sofrer uma intoxicação com a planta.

– Pastilhas e própolis
Assim como os xaropes, as pastilhas e o spray de própolis parecem um jeito mais fácil de combater aquela irritação na garganta. Porém, o especialista explica que esses produtos apenas aliviam os sintomas momentaneamente e, dependendo da frequência com a qual são utilizados, podem causar uma irritação maior ou até mesmo intoxicação. Também encontrados em qualquer farmácia, eles podem funcionar para os adultos, mas não são indicados para crianças.

– Mel
Chás caseiros com mel são muito comuns para combater aquela gripe que está por vir, mas o pediatra alerta: “Mel é laxante, solta o intestino. Se a criança estiver com um quadro viral, por exemplo, ela pode ter diarreia e pode até desidratar”.

– Comprimidos com ácido acetilsalicílico
Além de inibir a produção do hormônio responsável pela dor e inflamação, esse tipo de medicamento aumenta o diâmetro dos vasos sanguíneos do corpo e impede a coagulação.

Médico é a solução para tudo?

É claro que os pais não precisam sair correndo para o hospital por qualquer espirro da criança. Pais mais experientes já sabem que um quadro simples de resfriado tem tempo para começar e para acabar – de 5 a 7 dias. Contudo, se nesse período a criança apresentar febre, vômito, irritação ou falta de apetite, é sinal de que algo realmente não está bem. Aí só mesmo o médico poderá ajudar.



Fonte: Revista Crescer



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