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Ozônio para a vida: 35 anos de proteção da camada de ozônio

Compartilhe:     |  17 de setembro de 2020

A camada de ozônio protege a Terra da parte nociva dos raios solares, ajudando a preservar a vida no planeta. E este ano o lema adotado pela ONU é “ozônio para a vida”

Este ano, o mundo celebra os 35 anos de proteção global da camada de ozônio. No final dos anos 1970 os cientistas descobriram que a humanidade estava destruindo a camada de ozônio, devido ao uso de alguns gases – na época, usados em aerossóis e refrigeração, como geladeiras e condicionadores de ar – e isso representava uma ameaça para todas as formas de vida, pois aumentaria os casos de câncer de pele e catarata, além de danificar plantas, plantações e ecossistemas.

Foi então que em 1985 os governos mundiais adotaram a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Sob o Protocolo de Montreal da Convenção, governos, cientistas e indústrias trabalharam juntos para eliminar 99% de todas as substâncias destruidoras da camada de ozônio. Graças ao Protocolo de Montreal, a camada de ozônio está se curando e deve retornar aos valores anteriores a 1980. Em apoio ao Protocolo, a Emenda Kigali, que entrou em vigor em 2019, trabalhará no sentido de reduzir os hidrofluorcarbonos (HFCs), gases de efeito estufa com grande potencial de aquecimento climático e prejudiciais ao meio ambiente.

Por isso o Dia Mundial do Ozônio, realizado em 16 de setembro, comemora essa conquista. A data foi instituída para mostrar que as decisões e ações coletivas, guiadas pela ciência, são a única forma de resolver grandes crises globais. Neste ano de pandemia, que nos trouxe tantas dificuldades sociais e econômicas, a mensagem dos tratados de ozônio – de trabalharmos juntos em harmonia e para o bem coletivo – é mais importante do que nunca!

O slogan deste ano, ‘Ozônio para a vida‘, nos lembra que o ozônio é fundamental para a proteção da vida na Terra, desta e das gerações futuras.

Calculadora de ozônio

A OzonAction, um braço do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), apresentou uma nova versão de seu aplicativo para smartphone, a Calculadora GWP-ODP. Lançado em 2017, este aplicativo permite converter ODP (Ozone Depletion Potential, ou potencial de destruição da camada de ozônio) em CO2 equivalente. A calculadora executa automaticamente a conversão entre toneladas métricas, toneladas ODP e/ou toneladas equivalentes de CO2 (ou kg) e exibe os valores convertidos. Para se ter uma ideia, o ODP varia de 0 a 1 e quanto mais próximo do zero, menor o impacto na camada de ozônio.

Já o GWP (Global Warming Potential, ou potencial de aquecimento global) é uma medida de que mostra quanto uma determinada massa de um gás de efeito estufa contribui para o aquecimento global. O CO2 é o gás de referência para o cálculo, sendo que o seu GWP é 1 por padrão. Quanto maior o GWP, maior o impacto sobre o aquecimento global.

Os fluidos CFCs (clorofluorcarbonetos) estão praticamente extintos e os HCFCs (hidroclorofluorcarboneto) e HFCs (hidrofluorocarbonetos) vêm sendo substituídos pelos HCs (hidrocarbonetos), que não destroem a camada de ozônio e são encontrados em abundância na natureza. Além disso, os HCs têm alta eficiência energética e se adequam à regulamentação norte-americana do EPA (US Environmental Protection Agency).



Fonte: Pensamento Verde



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