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Países devem trabalhar em conjunto para humanizar o trânsito, diz especialista

Compartilhe:     |  17 de novembro de 2014

As mortes provocadas por acidentes de trânsito não têm provocado no mundo a reação necessária para a adoção de medidas que reduzam os números de vítimas, disse na última quinta-feira (13) o comissário de Segurança Rodoviária Global da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Saul Bilingsley, que participa de seminário sobre segurança viária, promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília.

“Sabemos porque as pessoas perdem as vidas no trânsito, no mundo inteiro: por falta de capacidade institucional dos países, estradas malcuidadas, falta de decisão política e de conhecimento por parte dos motoristas, além do baixo nível de campanhas educativas. Isso vem de uma razão apenas, que é a falta de vontade política para tratar o tema”, disse Bilingsley ao apresentar ações de uma fundação da FIA que atua com a problemática das mortes do trânsito.

A policiais e servidores da PRF, Bilingsley disse que a redução das vítimas dos acidentes de trânsito em todo o mundo passam pela troca de informações e políticas entre os países, que devem fazer campanhas semelhantes às adotadas para combater doenças como aids e malária. “Em relação aos acidentes, poderemos ter uma redução bastante grande, de 50%, até 2030, se tivermos o comprometimento de todos os países”, ressaltou.

O diretor executivo do Conselho Nacional de Segurança Rodoviária da Austrália, Soames Job, destacou que a segurança nas estradas pode e deve ser administrada. Ao citar experiências adotadas em seu país, Job enfatizou que, assim como na construção civil, em que os operários são obrigados a usar equipamentos de segurança, os motoristas têm que ser “obrigados” a seguir as leis de trânsito.

Job afirma que para o Brasil reduzir as vítimas de trânsito precisa investir no controle centralizado das operações de trânsito, elevação dos valores da multas, rigor da fiscalização e um sistema confiável de dados.

“Os sistemas de dados são extremamente importantes, e as decisões têm que ser baseadas em evidências – um sistema de dados para saber sobre tudo o que está acontecendo. Temos que administrar todas as vias, não parte delas, e isso exige cooperação entre os responsáveis pelas estradas. Isso faz com que possamos reconhecer e tratar os pontos mais críticos e direcionar ações”, aconselhou.

De acordo com a diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento, a intenção do seminário é trocar experiências com outros países para aperfeiçoar as ações de segurança no Brasil. “Trouxemos palestrantes, com apoio do Banco Mundial, da Espanha e da Austrália, e estamos vendo situações em que eles já trabalham em seus países, focadas na questão da segurança viária, que, com certeza, vai colaborar com a nossa realidade”, disse ela.

A matéria pode ser conferida na íntegra em Agência Brasil.



Fonte: CicloVivo



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