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Palmeira Carandá é usada para construção, artesanato e alimentação

Compartilhe:     |  29 de dezembro de 2014

O Brasil é um país privilegiado em espécies de palmeiras: são centenas  em todas as regiões.

No Pantanal Matogrossense, da palmeira carandá, o tronco é usado como madeira, a palha pra artesanato e o palmito pra alimentação

No mundo, existem 2.700 espécies de palmeiras. No Brasil, são mais de 300 espalhadas de Norte a Sul. A mais comum é a Buriti.

A mais importante do ponto de vista econômico é o chamado coco da Bahia, que também é uma palmeira. Além de seu uso no paisagismo, as palmeiras são também fonte de renda para muitos agricultores. No norte, o açaí e o dendê prevalecem. No Nordeste, a carnaúba, o côco e o babaçu se mostram boas soluções de faturamento.

A palmeira Carandá pode chegar a 13 metros de altura. Como a maioria das palmeiras, tem uma vida útil bastante longa, até 150 anos. E além da madeira, as sementes do Carandá também são usadas para fazer óleo.

Descendo o Rio Paraguai, no município de Corumbá, assim que passa o forte Coimbra, começam a aparecer as matas de Carandá.

Carandá é uma palmeira parecida com a carnaúba do Nordeste e de muita utilidade. Na fazenda Tupaciara, ainda no município de Corumbá, embora a esteja a mais de 500 quilômetros da cidade.

Nem foi preciso andar muito pra começar a ver aqui a utilização do carandá.
O mato alto dá impressão que o curral está abandonado, mas é porque no Pantanal, na época de cheia, o gado é retirado da parte baixa da fazenda, mais perto do rio, e levado para lugares mais altos.

Além da cerca, do mangueiro e do curral pra trabalhar o gado, o carandá também é usado na fazenda Tupaciara para fazer casas. Em uma delas, usada pra guardar o material da lida, as paredes, o teto, o lugar pra pendurar a tralha, tudo é feito de carandá.

Nas casas do pessoal, as construções são maiores, mais caprichadas. O carandá é madeira robusta, por isso dá pra fazer ambientes grandes. Do lado de fora, um detalhe chama atenção: o telhado, do mesmo sistema usado com as telhas de cerâmica é todo feito de carandá.

Para procurar outros usos da palmeira, a equipe do Globo Rural viaja mais longe. Depois de uma hora de barco, eles cruzam a fronteira e chegam até a aldeia dos índios Chamacoco, que fica em Forte Olimpo, no Paraguai.

O Carandá também existe em abundância na região. E os índios dominaram a arte de fazer casas com as toras da palmeira. Na aldeia Chamacoco, todas as casas são de carandá e algumas bem caprichadas.

Em casas que tem carandá por baixo, reboco e pintura por cima, fica parecendo casa de alvenaria.

Até a escola da tribo é feita com o tronco da palmeira. Guilhermo Ademalhero e os filhos se embrenham na mata em busca do carandá. Primeiro, ele separa o palmito das folhas e dá para os filhos. Depois, limpa as hastes da palmeira, sempre de olho nos espinhos.

Assim que Guilhermo chega em casa, a mulher, Luiza, coloca as hastes do carandá pra secar.

Depois de seco, o embrião de folha de carandá é usado para fazer as tiras pra trançar.
A habilidade das mulheres com o artesanato de palha de carandá está presente em toda a aldeia Chamacoco.

Simeona Chamorro é artesã famosa na aldeia e tem uma espécie de boutique chamacoco em casa. Em cima da mesa, produtos feitos com as tiras da fibra do carandá. Além dos chapéus, tem bolsas, fruteiras, abanadores, cestos.

Segundo o comandante da Polícia Ambiental de Porto Murtinho- MS, Odair Venério, a exploração do Carandá para uso nas propriedades rurais é permitida. Só a venda da palmeira é considerada crime ambiental.



Fonte: Globo Rural



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