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Pandemia também afeta o meio ambiente com o lixo hospitalar

Compartilhe:     |  15 de julho de 2020

A pandemia de Covid-19 também apresenta uma ameaça para o meio ambiente pela contaminação das águas com o lixo hospitalar, afirma um relatório ao mesmo tempo que recomenda criar um imposto “verde”, entre outras medidas fiscais para enfrentar esses desafios.

O chamado de alerta foi emitido ontem pelo informe do instituto Centro-americano de Estudos Fiscais (ICEFI), tomando em conta a vulnerabilidade ambiental de Honduras, Guatemala, El Salvador e Nicarágua.

Indica que o aumento dos resíduos sanitários, não só pode representar uma maior exposição das pessoas a agentes infecciosos, mas também uma maior contaminação da terra, ar, lagos, rios e oceanos.

“Ante isso, o Instituto fez um chamado aos governos para que os planos de recuperação econômica sejam elaborados, tomando em conta a sustentabilidade ambiental do desenvolvimento da região”.

O aumento do gasto público derivado da implementação de planos de emergência e recuperação demandarão grandes investimentos, para qual os governos devem revisar os privilégios fiscais vigentes.

Eliminar aqueles incentivos que beneficiam setores ou atividades com externalidades ambientais negativas. Além de, “avaliar a implementação de impostos verdes ou ambientais que permitam incorporar as finanças públicas ao princípio de ‘quem contamina, paga’”.

Um exemplo é a possibilidade de implementar impostos ao carbono aproveitando as caídas nos preços internacionais dos combustíveis fósseis. Retirar os subsídios dos combustíveis fósseis, pois são ineficientes para beneficiar a população mais vulneral e tem implicações ambientas negativas.

O relatório estabelece que antes dessa crise sanitária, o contexto ambiental era insustentável. Destacando a perca continua e acelerada das florestas: a cobertura florestal na região é apenas de 38.1% e cada ano se perde em torno de 20 mil hectares de floresta.

Ele cita um estudo de German Watch, onde Honduras aparece como o país mais afetado por haver perdido quase dois milhões de hectares de 2000 a 2015; Nicarágua e Guatemala, meio milhão; Panamá, 250 mil; El Salvador, manos de 100 mil; Costa Rica que, em vez de perder, recuperou más de 500 mil hectares de floresta em 15 anos.



Fonte: Anda - Victoria Rodrigues



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