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Paraíba na frente com a proteção ambiental marinha de 422,69 quilômetros quadrados

Compartilhe:     |  20 de novembro de 2018

O Governo da Paraíba saiu na frente, em termos práticos, na preocupação de expandir o território marinho protegido, coisa que nenhum outro estado no Brasil fez. É que, já este ano, foi aprovada a penúltima etapa da criação da Unidade de Conservação (UC) denominada Área de Proteção Ambiental Marinha Naufrágio Queimado, localizada entre o litoral de João Pessoa e parte do litoral de Cabedelo. Essa UC compreenderá uma área de 422,69 quilômetros quadrados (km²), correspondendo a 10,2% da plataforma continental da Paraíba e protegerá os corais, os principais pontos de mergulho e importantes naufrágios.

O secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena, considera a criação da APA do Naufrágio Queimado como um trabalho extremamente relevante. “O Governo do Estado, em 2015, criou uma comissão para desenvolver os estudos e nós começamos a fazer esses estudos e nos articulamos com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o Centro de Estudos e Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) e conseguimos recursos na Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que financiou esses estudos, através do Cepan. Trata-se de um levantamento belíssimo do que existe submerso no litoral paraibano, em termos de corais e de diversidade marinha”, relata.

Fabiano revela que o trabalho foi submetido a uma audiência pública, na qual ficou estabelecido que o governo irá criar a APA do Naufrágio Queimado. “Isso deve acontecer agora, no mês de dezembro. A criação da unidade marinha vai proteger o Caribessa, Picãozinho e Seixas. Também vai proteger os corais submersos até a plataforma continental e alguns naufrágios artificiais, que são os naufrágios Alice, Queimados e Alvarenga, que tem um valor histórico e cultural espetacular”, ressalta.

A APA do Naufrágio Queimado vai possibilitar a conexão com três parques estaduais terrestres (Jacarapé, Aratu e Trilhas dos Cinco Rios) e um marinho (Areia Vermelha), obedecendo a inerente interdependência entre ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos e maximizando as chances de êxito na conservação em escala regional. Também vai permitir a proteção da biodiversidade ligada aos recifes profundos nas localidades conhecidas como Caial e Pedra de Baixo, bem como no Complexo Recifal das Guaiubas (possível paleocanal do Rio Paraíba) e no ponto profundo conhecido como Cioba.



Fonte: Jornal A União - Alexandre Nunes



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