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Paraíba será incubadora para projeto de manejo e processamento de bambu

Compartilhe:     |  22 de novembro de 2020

O Núcleo de Incubação Tecnológica do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) abrigará, a partir de janeiro de 2021, um projeto para manejo e processamento de bambu no campus da cidade de Areia. Será a primeira atividade desenvolvida no Núcleo, que foi credenciado no Programa de Incubação Empresarial de Base Tecnológica da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (Inova), no último dia 10 de novembro.

A empresa MultiBamboo será responsável pela execução do empreendimento, que foi aprovado por meio do Programa Centelha (PB) – programa nacional para fomentar empreendimentos inovadores – e que será financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Finep) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq).

O coordenador do projeto, o pesquisador Fernando Rusch, informou que o espaço para a incubação do empreendimento no campus II da UFPB ainda está sendo preparado, e funcionará como uma espécie de marcenaria que utilizará bambu em vez de madeira. A partir de janeiro do próximo ano, começa o desenvolvimento de produtos e o processamento da matéria-prima, que será transformada em materiais para uso na construção civil, a exemplo de revestimento de paredes, forros e divisórias, e de uso doméstico, como móveis, utensílios e itens de decoração.

Nesta primeira fase do projeto, ainda de acordo com Rusch, será utilizado somente bambu colhido localmente. “O município de Areia dispõe de um volume significativo de bambu, em especial no CCA, com diferentes espécies, inclusive uma de grande porte, conhecida popularmente como ‘bambu gigante’”, revelou. Em uma segunda fase, a partir de 2022, o objetivo, conta o coordenador, é atingir a escala industrial e, consequentemente, gerar emprego e renda no município de Areia.

Segundo o diretor do CCA, Manoel Bandeira, apesar de ser uma cultura comum e de fácil crescimento na região do Brejo paraibano, o bambu tem um potencial que pode ser melhor explorado. “Com esse projeto que vai ser implantado no nosso Centro, a gente planeja não só aproveitar melhor os recursos naturais que temos na região como também levantar a possibilidade de negócios e criar estímulos para que outras empresas empreendedoras possam também se instalar na região”, destacou Bandeira.



Fonte: Espaço PB - Ascom/UFPB



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