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Paraíba tem planos de manejo de unidades de conservação como prioridade

Compartilhe:     |  23 de novembro de 2018

vale-dos-dinossaurosEntre as diversas ações do Governo do Estado na área do meio ambiente, uma de maior destaque é o plano de manejo, um instrumento técnico-científico mediante o qual, com fundamento  nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais.

Alguns planos de manejo para áreas de conservação estão em andamento na Paraíba, de acordo com informação repassada pelo superintendente da Sudema, João Vicente, que considera o plano de manejo como o estatuto de uso da área de conservação. “Entre os planos de manejo implantados na Paraíba, o mais famoso foi o do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. Areia Vermelha foi uma luta e uma grande conquista que tivemos com relação ao meio ambiente, porque a área era apropriada de uma forma muito perdulária e depreciativa. Hoje está uma coisa que vale a pena o turista ver”, enfatiza.

João Vicente revela que outro plano de manejo em andamento é o do Vale dos Dinossauros, em Sousa, no Sertão paraibano. “Outro é o do Parque Estadual da Pedra da Boca, no município de Araruna, que a gente está em fase de contratação. A gente já concluiu o plano de manejo e disciplinou o uso de ocupação do solo da Área de Proteção Ambiental Estadual de Tambaba, no Litoral Sul da Paraíba. O objetivo é evitar que os 11,5 hectares da APA de Tambaba sejam depredados e a Paraíba perca o que tem de mais valioso para oferecer ao turista que é o belíssimo litoral do Estado”, enaltece.

Para Fabiano Lucena, secretário executivo de Meio Ambiente, o Governo Ricardo Coutinho quebrou paradigmas, ao implantar os planos de manejo do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo; o Parque Estadual Mata do Xém-Xém, em Bayeux; o Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, em Areia; e a APA de Tambaba, no município do Conde. “Nenhuma unidade de conservação da Paraíba tinha, até o governo de Ricardo Coutinho, o plano de manejo, porque não era prioridade e, sem o plano de manejo, a unidade, não só não tem efetivada a conservação, como também deixa de acessar recursos e uma série de outras implicações”, observa.

Fabiano lembra que, no final de 2014, o governador Ricardo Coutinho criou o Parque Estadual das Trilhas, no Altiplano Cabo Branco, que é um remanescente de Mata Atlântica que protege vários rios e nascentes, como é o caso dos rios Jacarapé e Aratu e o corpo do rio Cuiá e também a foz desses rios, no caso, os Igarapés e manguezais e toda a biodiversidade acessória a essa região de Mata Atlântica e manguezal.

“Além de criar um parque, com todo o processo legal de audiências públicas e elaboração de projeto técnico, o Governo do Estado também começou a fazer um trabalho de enfrentamento das invasões na região, que é um caso antigo. Fazem mais de 40 anos que aquelas áreas públicas vêm sendo invadidas. O governo começou a fazer esse combate, estruturando a fiscalização e fazendo o cercamento e sinalização de grande parte do Parque Estadual das Trilhas. A gente também cercou 100% da área do Parque Estadual Mata do Xém-Xém”, complementa.

O secretário executivo de Meio Ambiente revela que o Governo do Estado conseguiu um terreno à beira-mar, que foi doado pela Prefeitura de Cabedelo, para a construção da sede terrestre do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha. “Já licenciamos essa obra, que vai começar nos próximos meses. Além da sede do parque, vamos comprar uma embarcação e todo o equipamento para a sede e, com isso, auxiliar a gestão do parque”, conclui Fabiano Lucena.



Fonte: Jornal A União - Alexandre Nunes



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