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Parceria de 20 anos entre PNUD e ISPN tem trazido contribuições para desenvolvimento sustentável

Compartilhe:     |  10 de setembro de 2014

Para comemorar os resultados de 20 anos de parceria e de criação do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), o PNUD  e o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) lançaram a exposição Extrativistas do Sertão, do fotógrafo Bento Viana, que mostra pessoas, frutas e peculiaridades do Cerrado com o objetivo de resgatar os conhecimentos tradicionais antigos, passados de geração em geração, numa forma de trazer ao expectador a cultura dos coletores.

Criado em 1994, o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS)  é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O programa foi inovador na época de sua criação por se concentrar exclusivamente na preservação do bioma do Cerrado, quando as atenções estavam voltadas essencialmente para a proteção da Amazônia. A partir de 2012, o PPP-ECOS passou também a contemplar projetos do bioma da Caatinga e da Amazônia.

O PPP-ECOS  apoia organizações não-governamentais e comunidades locais tradicionais na implementação de pequenos projetos de agroextrativismo de espécies do bioma do Cerrado, artesanato, projetos de recuperação de áreas degradadas e manejo de recursos hídricos na zona do semi-árido.

Ações de prevenção contra a desertificação e o aumento da resiliência das populações locais diante de adversidades também são áreas de atuação do programa. O objetivo do programa é a preservação de meios de vida que integrem o uso sustentável da biodiversidade local.

Para Carlos Castro, coordenador da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do PNUD, as realizações nesses 20 anos de programa se inserem na lógica de desenvolvimento sustentável defendida pelo PNUD, de proteção do ecossistema com o respeito das populações e culturas locais contribuindo para as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental.

“É por meio da valorização econômica que protegemos o bioma do Cerrado brasileiro. Através desses projetos, o Cerrado se torna uma fonte de renda para a população local incentivando a preservação”, disse.

Donald Sawyer complementou dizendo que os projetos são ecossociais e, portanto, também geram desenvolvimento humano para aqueles que trabalham com recursos ambientais dos biomas brasileiros.

Para Jorge Chediek, representante residente do PNUD, “este programa tem tido resultados extraordinários. Vemos como essa contribuição global muda a vida das pessoas e ao mesmo tempo preserva o meio ambiente global. É realmente desenvolvimento sustentável na prática. A partir do sucesso do PPP-ECOS no Brasil temos conseguido recursos na Amazônia, isso mostra que o resultado e a qualidade do trabalho é reconhecido pelos nossos parceiros.”

Durante o evento de lançamento, a Central do Cerrado, cooperativa que reúne 35 organizações comunitárias, serviu o coquetel, feito à base de produtos comunitários. A Central do Cerrado é uma das organizações que recebe apoio do PNUD e ISPN pelo PPP-ECOS e contribui na divulgação dos produtos sustentáveis locais.



Fonte: PNUD



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