Notícias

Paulista respirou ‘excesso de ozônio’ por 43 dias em 2014, diz relatorio

Compartilhe:     |  29 de maio de 2015

Da extensa lista de poluentes atmosféricos relacionados ao trânsito pesado na Grande São Paulo, um em especial tem acionado o sinal de alerta dos orgãos ambientais: o ozônio.

Em 2014, os paulistas ficaram mais de um mês – exatos 43 dias (12,1% dos dias do ano), respirando o poluente em níveis inadequados, acima do padrão diário de 140 microgramas por metro cúbico (µg/m3). É um dos piores índices dos últimos dez anos.

Detalhe: em cinco dias o nível de atenção, considerado de qualidade “péssima” (acima de 400 µg/m3) foi atingido.

Os dados constam no  Plano de Controle de Poluição Veicular 2014-2016, aprovado em dezembro do ano passado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente e no Relatório de Qualidade do Ar de 2014.

Reprodução/Cetesb

Níveis do ozônio na Região Metropolitana de São Paulo em 2013 e 2014

Ameaça imperceptível a olho nu, o ozônio não é emitido diretamente no ar, mas resulta de uma reação química, na presença da luz solar, envolvendo substâncias primárias como o dióxido de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, como os hidrocarbonetos, poluentes liberados principalmente por automóveis.

Seus impactos na saúde incluem agravamento de crises de asmas, rinites, sinusites, amidalites e bronquites. No meio ambiente, o ozônio em altas concentrações pode provocar danos às colheitas, à vegetação natural, plantações agrícolas e plantas ornamentais.

Para alcançar a meta de ozônio considerada segura pelos padrões de qualidade, a Região Metropolitana de São Paulo  precisa reduzir a emissão da sua frota de automóveis. Na prática, seria necessário cortar cerca de 3,3 milhões de viagens por dia (26% do total de viagens) segundo cálculos do Plano de Controle de Poluição.

Veja abaixo um quadro ilustrativo dos principais episódios de altas concentrações de ozônio ocorridos em 2014 no Estado:

Reprodução/Cetesb

Gráfico mostra quebra de padrões do Ozônio no ar de SP em 10 anos

Uma das justificativas para o aumento da poluição por ozônio em 2014, segundo o relatório, foram as condições meteorológicas, como ausência de chuvas e maior incidência de radiação solar durante a primavera e o verão, que propiciaram condições para a formação de altas concentrações deste poluente.

O aumento da frota também contribui para a piora da qualidade do ar. Apenas na capital, 186 mil carros e 45 mil motos foram acrescentados à frota em 2014, segundo o Detran.



Fonte: Exame



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais