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Paulistanos começam a adotar novos hábitos para enfrentar falta d´água

Compartilhe:     |  31 de janeiro de 2015

A preocupação com a crise tem levado também muitas pessoas a fazer estoque de água, em São Paulo.

O clima de incerteza fez o medo da falta d’água aumentar e a corrida atrás dela também.

“Ficar sem água, tenho uma bebezinha também em casa de dois meses então, eu quero fazer um estoque, se tiver aquele racionamento de cinco dias vai ficar complicado”, comenta a agenciadora de empresas Danieli Mabe.

“É uma pena a gente chegar numa situação crítica como essa”, lamenta uma moradora.

Uma distribuidora está vendendo três vezes mais. A gerente faz até um alerta aos mais desesperados. A água de supermercado vale por um ano, mas essa de galão retornável não.

“Tem vencimento os galões de água, eles duram dois meses. Então, para as pessoas que querem comprar mais de 100 galões, a gente está alertando para a pessoa estudar ver direitinho o que vai fazer, o que não vai fazer”, explica Roberta Sherman.

Patrícia Franzoi já sabe, vai usar para não deixar sua madeireira parar. “A gente ficou com medo dessa falta de água, a gente ia ter que parar o trabalho e a gente precisa continuar”, diz a empresária.

E não é só estoque de água mineral não, a venda de baldes e bacias também disparou. É a turma do estoque da água do banho, da máquinha, da chuva. Sérgio de Araújo Pirajá levou cinco tambores para deixar no quintal. “É o jeito, pelo menos economiza um pouco mais, para algumas coisas como lavar quintal, essas coisas, tem água”, explica o ator.

Caiu do céu a água que Dona Francisca usou para lavar toda essa roupa. “Eu estou pegando água da chuva que cai do telhado”, conta.

Vanderlei não deixa passar uma gota, recolhe água da chuva, da máquina, do chuveiro e montou umas engenhocas para não desperdiçar nada.

“Eu coloquei num galãozinho, daí eu puxo com a boca da sucção, aí ela sai aqui na torneirinha, no chuveirinho. A gente precisa, no dia a dia, para trabalhar e não pode ficar sem água, então a gente está se virando desse jeito”, diz o funileiro Vanderlei José Pereira.



Fonte: Jornal Nacional



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