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PB traça metas de revitalização de áreas naturais e instalação de Unidades de Conservação

Compartilhe:     |  18 de janeiro de 2015

A revitalização do Rio Paraíba, a criação, delimitação e a implementação de Parques Estaduais são eixos que a Secretaria Executiva do Meio Ambiente define como prioritários, além do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em fase de elaboração, e o programa de combate à desertificação do semiárido paraibano.

“O Parque Estadual das Trilhas, recém-criado, é o maior dos parques e, sem dúvida alguma, tem uma importância singular, sobretudo para as pessoas que praticam o ciclismo e outros esportes naquela área”, destacou o secretário executivo do Meio Ambiente, Fabiano Lucena.

Com a criação do Parque das Trilhas, João Pessoa passa a ser uma das cidades do Brasil com maior área de Mata Atlântica protegida por unidade de conservação. Somando o parque com a reserva da Mata do Buraquinho, são mil hectares de floresta conservados.

O parque tem sofrido invasões. Pessoas estão retirando areia do local de forma irregular, já que a área é de preservação ambiental. “É preciso uma ação imediata do poder público no sentido de dar solução a esses problemas”, acrescentou o secretário Fabiano Lucena.

O governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que cria a Unidade de Conservação Parque Estadual das Trilhas dos Cinco Rios em setembro de 2014. A meta é fazer a preservação da segunda mais importante área remanescente da Mata Atlântica. Antes de o decreto ser assinado, a proposta foi submetida a uma consulta pública.

O nome do Parque faz referência aos rios existentes dentro da área de conservação – Cuiá, Aratu, Jacarapé, Mangabeira e Mussuré. A unidade também abriga os riachos Sanhauá e Estivas. Dentro de todo esse território, existem trilhas já utilizadas pela comunidade.

Além do Parque das Trilhas, a Paraíba tem as seguintes Unidades de Conservação:

– Reserva Ecológica Mata do Pau-Ferro, 607 hectares, localizada no município de Areia;

– Reserva Ecológica Mata do Rio Vermelho, 1.500 hectares, em Rio Tinto;

– Parque Pico do Jabre, 500 hectares, em Matureia e Mãe D’água;

– Monumento Natural Vale dos Dinossauros, 40 hectares, na cidade de Sousa;

– Parque Estadual Pedra da Boca, 157,3 hectares, no município de Araruna;

– Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, em Cabedelo;

– Jardim Botânico Benjamim Maranhão, 329,4, em João Pessoa;

– Parque Estadual da Mata do Xém-Xém, 182 hectares, na cidade de Bayeux.

A Paraíba tem diversas áreas com potenciais para criação de novas Unidades de Conservação. É grande a diversidade de paisagens distribuídas entre áreas úmidas (Manguezais, Cerrado, Mata da Restinga, Mata Atlântica, Brejos de Altitudes e Matas Serranas) e áreas semiáridas, com cobertura florestal de caatinga, apresentando uma estratificação entre a caatinga arbórea fechada das serras e a caatinga arbustiva aberta.

Após a conclusão do mapeamento e diagnóstico florestal, o Estado vem selecionando áreas que apresentam potencialidades para a criação de novas Unidades de Conservação.



Fonte: Portal Correio



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