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Peixes com aparência exótica são descobertos no litoral de São Paulo

Compartilhe:     |  26 de junho de 2014

Duas novas espécies de bagre foram encontradas por pesquisadores na Baixada Santista. A descoberta ocorreu durante coletas feitas no Rio Cubatão, nas mediações do bairro Água Fria, na região do Parque Estadual da Serra do Mar; e no Rio Quilombo, na Área Continental de Santos, no litoral de São Paulo. Os pesquisadores do Laboratório de Peixes Continentais (Lapec) da Universidade Santa Cecília (Unisanta) foram os responsáveis pela identificação.

Os estudos, realizados em conjunto com pesquisadores do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), tiveram início há dois anos, quando os primeiros exemplares foram capturados. No entanto, o processo é lento e exige análises minuciosas, que possibilitam detalhar com precisão as características do peixe, condição para que se confirme a existência de uma nova espécie por parte da ciência.

Sobre as espécies encontradas, a Pimelodella sp., presente no Rio Quilombo, apresenta um colorido diferente. Em comparação com outras espécies, que têm coloração marrom clara, esse peixe tem uma aparência mais arroxeada. Além disso, o filamento que sobressai pelo canto da boca, chamado de barbilhão, é mais curto. Já a Rineloricária sp., encontrada em Cubatão, tem na ausência de placas ósseas no abdômen a sua principal diferença no que diz respeito às outras espécies do gênero.

Pesquisas duraram dois anos (Foto: Divulgação/Assecom Unisanta)
Pesquisas duraram dois anos (Foto: Divulgação /Assecom Unisanta)

Fora os dois novos tipos de bagre, ainda foram registradas ocorrências do peixe “cambeva” (Listrura camposi), espécie ameaçada de extinção e conhecida, até então, apenas no Rio Juquiá, no Vale do Ribeira; e do peixe-charuto (Apareiodon sp.), na Baixada Santista. De acordo com os pesquisadores, não há relatos anteriores da captura desse peixe em rios costeiros, entre os estados do Rio Grande do Sul e Bahia.

O grupo de pesquisadores do Lapec, em conjunto com equipes da USP, vem planejando desenvolver o “Projeto Rio Cubatão: Ecologia e Monitoramento”, que irá monitorar quatro pontos do Rio Cubatão e um ponto do Rio Pilões a cada seis meses.

A proposta é analisar a qualidade da água e dos sedimentos, bem como identificar possíveis consequências à fauna de peixes do Rio Cubatão, causadas por acidentes com caminhões que transportam carga líquida nas rodovias da Serra do Mar.

Peixe 'cambeva' (acima) e peixe-charuto (abaixo) também forma encontrados na região (Foto: Divulgação/Assecom Unisanta)
Peixe ‘cambeva’ (acima) e peixe-charuto (abaixo) são raros na região (Foto: Divulgação/Assecom Unisanta)

 



Fonte: G1 Santos



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