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Pelo fim da manutenção de animais silvestres em cativeiro e do tráfico de espécies

Compartilhe:     |  25 de fevereiro de 2015

Lugar de silvestre é na natureza

Todos os anos, milhares de papagaios, araras, saguis e diversas outras espécies são vítimas do tráfico ilegal no Brasil para abastecer um crescente número de pessoas que querem ter animais silvestres como pets. Aves têm suas asas cortadas para não poder voar e diversos outros animais como macacos têm seus dentes e garras arrancados para não morder ou arranhar. Para conviver com pessoas, esses tipos de mutilações são comuns, além da alta ocorrência de doenças físicas e psicológicas que condenam esses animais ao eterno confinamento. 

Animais silvestres passaram por milhares de anos de evolução para adaptarem-se aos seus habitats naturais, que não podem ser replicados em cativeiro. Quando retirados da natureza, eles perdem sua função biológica e suas chances de reintrodução em seus habitats são mínimas – o que compromete a própria sobrevivência das espécies, a biodiversidade e o futuro do planeta.

Mesmo animais silvestres reproduzidos em cativeiro sofrem, pois eles também ficam restritos de seus comportamentos naturais mais básicos – como diversos tipos de passarinhos que passam toda a vida em uma gaiola sem poder voar. Por isso, muitos desses animais acabam sendo abandonados ou deixados à míngua para morrer pelas pessoas que os compraram.

Ministério do Meio Ambiente incentiva o tráfico ilegal 

Em junho do ano passado, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão do Ministério do Meio Ambiente, aprovou uma resolução que representa um enorme retrocesso para a nossa luta contra o tráfico ilegal de animais silvestres no Brasil.

Mesmo sob protestos do FNPDA, de diversas outras organizações de proteção animal e ambientais e dos Conselhos Federais de Biologia (CFBio) e de Medicina Veterinária (CFMV), o Conama passou a estimular ainda mais o tráfico de animais silvestres no Brasil ao estender de quatro para dez o número de animais silvestres que podem ser comprados e mantidos por pessoas físicas. Essa regra aplica-se até mesmo aos traficantes, pessoas que cometeram um grave crime ambiental ao retirar animais de seus habitats e que agora têm mais oportunidades inclusive para reproduzi-los e comercializá-los em maior escala. 

Dessa forma, criou-se um círculo vicioso que incentiva ainda mais o tráfico – pois os animais são obtidos de forma barata – e resulta em um maior número de animais silvestres condenados a viver uma vida de sofrimento em cativeiro. Além disso, o tráfico da fauna silvestre deixou de ser crime inafiançável, podendo agora ser punido apenas com multa.

O FNPDA luta para que nenhum animal silvestre seja considerado pet. Só assim será possível acabar com o tráfico ilegal da nossa fauna e com o sofrimento desses animais que definitivamente não pertencem ao cativeiro. Nós precisamos de sua ajuda. Assine nossa petição que pede que o IBAMA tome essa importante decisão.



Fonte: Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal



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