Notícias

Pelos de poodle podem ser reaproveitado pela indústria têxtil e virar tecido

Compartilhe:     |  25 de julho de 2014

Faz ideia de quantos poodles vivem no Brasil? 4,76 milhões, segundo o grupo do SENAI que desenvolveu o Projeto Caniche (poodle em francês) – eles descobriram que o pelo da raça que sobra depois da tosa pode, perfeitamente, ser reaproveitado pela indústria têxtil ao invés de descartado. Se levarmos em conta que a tosa é feita, em média, a cada dois meses, e rende cerca de 700 gramas de pelo, dá para imaginar que a quantidade de tecido que poderia ser produzida é enorme. Se todos os poodles brasileiros fossem tosados ao mesmo tempo, seria possível confeccionar quase seis mil toneladas de fio.

“Trata-se de uma alternativa para diminuir a quantidade de pelos descartados em pet shops, por meio da reciclagem desses resíduos”, explica Renato Lobo, coordenador do grupo, que refinou a pesquisa em sua tese de mestrado. Ele destaca que a coleta dos pelos deve seguir certas normas, mas que isso não atrapalha na viabilidade comercial do produto. “Os fios poderiam ser usados para produzir qualquer tipo de roupa, mas o foco do projeto é reciclagem do pelo de cachorro para fazer roupa para pet”, diz.

A única diferença do pelo de poodle para o de carneiro é que a do cão rende uma fibra mais curta: entre 12 e 40 milímetros, enquanto a do carneiro fica na faixa dos 40 e 80 milímetros. No entanto, a discrepância não diminui a qualidade do tecido nem dificulta o processo de tecelagem. “Um leigo não conseguiria diferenciar um fio que foi confeccionado com pelo de poodle de um fio confeccionado com o de carneiro”, afirma Lobo.

Depois de diversas experimentações, o grupo chegou à conclusão de que o tecido fica melhor se a composição do fio contiver 50% de pelos e 50% de acrílico. O resultado é um material de alta qualidade e maciez, que pode inclusive ser tingido.



Fonte: Revista Galileu



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Educação canina para iniciantes: 5 dicas

Leia Mais