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Perda de apetite pode ser sinal de covid em crianças, diz estudo

Compartilhe:     |  8 de setembro de 2020

Cientistas descobriram que mais de um terço dos pequenos com covid apresentaram tendência a “pular refeições” e a maioria não apresenta os sintomas clássicos

Cienstistas alertam os pais a ficarem de olho nos pequenos que apresentarem perda de apetite. Isso porque mais de um terço das crianças em idade escolar com a doença pularam refeições. Uma equipe do King’s College London tem monitorado centenas de crianças infectadas usando um aplicativo móvel rastreador de sintomas da covid-19. Eles descobriram que a maioria das crianças e adolescentes de até 18 anos com teste positivo não mostra os sinais clássicos do vírus, como tosse persistente, febre ou perda do olfato. Em vez disso, eles tendem a pular refeições, reclamam de dores de cabeça e se sentem exaustos. O aplicativo também descobriu que um em cada seis teve erupções na pele que geralmente causam coceira.

A equipe que executa o aplicativo ‘Covid-19 Symptom Tracker’ tem coletado dados de pessoas que relataram sintomas e resultados de testes por meses. Eles tiveram mais de um quarto de milhão de crianças em idade escolar se inscrevendo e usando o aplicativo com a ajuda de seus pais. Os resultados são baseados em dados de 198 crianças com testes positivos e 15.800 testes negativos. Isso o torna um dos maiores pools de pesquisa do Reino Unido.

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A equipe descobriu que mais da metade (52%) das crianças infectadas não registraram nenhum sintoma clássico que afeta os adultos, como tosse, febre ou perda do olfato. Um terço das crianças com Covid-19 não mostrou sinais de infecção, reforçando as descobertas anteriores de que muitas são assintomáticas. Os cinco principais sintomas em menores de 18 anos com o vírus foram fadiga (55%) dores de cabeça (53%), febre (49%), dor de garganta (38%) e perda de apetite (35%).

O aplicativo também descobriu que uma em cada seis (15%) crianças com teste positivo sofreu uma erupção cutânea. Resultado diferente dos dados do aplicativo sobre adultos, que mostra como sintomas mais frequentes a fadiga (87%), dor de cabeça (72%), perda do olfato (60%), tosse persistente (54%) e dor de garganta (49%). Tim Spector, professor de epidemiologia genética da KCL e criador do aplicativo Covid, disse: “Levar as crianças de volta à escola e mantê-las na escola é uma prioridade, por isso é essencial que entendamos como a covid afeta as crianças e destacamos o potencial diferenças. Saber que elas apresentam menos sintomas respiratórios e são mais propensas a sofrer de dores de cabeça, fadiga e erupções na pele ajudará os pais a tomarem as decisões certas para mantê-las em casa até que se sintam melhor”, defendeu.

DEBATE

As autoridades disseram, no entanto, que esses sintomas são muito vagos e que o sistema ficaria sobrecarregado de pessoas preocupadas se todos com dor de estômago pensassem que têm covid. Já Cientistas da Queen’s University Belfast dizem que os sinais relacionados ao intestino estão tão fortemente relacionados à doença em crianças e que devem ser considerados.

Atualmente, o NHS aconselha as pessoas a fazerem um teste apenas se tiverem febre, tosse contínua e perda de olfato ou paladar. No entanto, cada vez mais sintomas estão sendo relatados conforme médicos e cientistas aprendem sobre o vírus. Os pesquisadores do KCL identificaram pelo menos vinte sintomas menos conhecidos que variam de uma leve dor de garganta e tosse seca a erupções cutâneas e até psicose.



Fonte: Revista Crescer



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