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Pernambuco ganha 22 mil hectares de área protegida do Bioma Caatinga

Compartilhe:     |  16 de junho de 2019

O Sertão pernambucano ganhou mais 22 mil hectares de área protegida do bioma Caatinga. No último 05/06, Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo estadual criou 2 novas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre Serras Caatingueiras (PE) e o Refúgio de Vida Silvestre Serra do Giz (PE).

Localizado entre as cidades Salgueiro e Cabrobó, o Refúgio de Vida Silvestre Serras Caatingueiras conta com uma área de 21,6 mil hectares, abrigando mais de 420 espécies de plantas e 240 espécies animais (mamíferos, aves, anfíbios e répteis). Na composição da flora, segundo levantamento feito pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), existem 36 espécies de vegetação endêmicas da Caatinga. Destaque para a “cascudo” (Handroanthus spongiosus), presente na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), na categoria em perigo de extinção. O local também possui uma rica fauna composta por 39 tipos de mamíferos, 202 de aves e 45 de répteis e anfíbios. Desses, seis mamíferos constam na lista de ameaçadas de extinção, como a onça-parda (Puma concolor) e o gato-vermelho (Puma yagouaroundi), ambos na categoria vulnerável.

Refúgio de Vida Silvestre Serra do Giz abrange uma área de 310,2 hectares na divisa dos municípios de Afogados da Ingazeira e Carnaíba, em Pernambuco. Foto: Luana Rocha/Semas-PE

Já o Refúgio de Vida Silvestre Serra do Giz abrange uma área de divisa dos municípios de Afogados da Ingazeira e Carnaíba. A unidade tem 310,2 hectares e possui uma significativa composição de flora e fauna da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro. Segundo o levantamento florístico da área, há 66 espécies de 19 famílias botânicas na localidade. Chama a atenção a aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), que está elencada na lista de ameaçadas do MMA. A região ainda dispõe de fauna expressiva, com 116 espécies de animais elencadas em estudos. Entre eles, está o gato-do-mato (Leopardus tigrinus), que corre risco de extinção.

“Pernambuco tem mais de 90% do seu território suscetível a processos de desertificação por se tratar de áreas de clima semiárido. A preservação dessas UCs [unidades de conservação] no Bioma Caatinga permite que os recursos da compensação ambiental possam ser usados nos cuidados desse conjunto de 22 mil hectares e ajudar a frear os efeitos das mudanças climáticas que tanto afetam essa região”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti.



Fonte: Wikiparques)) - Rafael Ferreira - *Com informações da Semas-PE



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