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Pérola do cerrado desenvolvido no DF é rústico e não se parece com maracujá

Compartilhe:     |  10 de novembro de 2019

A produção no sítio de Sônia Righi de Matos é bem diversificada. Tem gado para produção de leite e algumas plantações. Isso ajuda a garantir o sustento ao longo do ano.

Nos últimos tempos, o que vem se destacando na propriedade é uma fruta com uma aparência diferente.

Sônia diz que o pessoal acha que é limão, mini melancia e maxixe, mas na verdade é uma variedade de maracujá.

O maracujá pérola do cerrado é novo na região de Jales, no noroeste de SP. As primeiras mudas foram plantadas no início do ano passado, na estrutura de um antigo parreiral de uva. Seis meses depois, os primeiros frutos estavam sendo colhidos.

Hoje, a propriedade tem 140 pés, que produzem praticamente o ano todo. As mudas vêm do Distrito Federal.

Reginaldo Teodoro de Souza, pesquisador da Embrapa de Jales, diz que foi feita uma seleção a partir de frutos silvestres, um trabalho que levou vários anos.

Por causa da rusticidade, o custo é baixo e o ciclo de produção dos pés pode durar até 12 anos. É bem mais do que o maracujá convencional, que produz durante dois ou três anos.

Outra característica da variedade é que a coloração não muda, independentemente da fruta estar verde ou madura. É por isso que o produtor só colhe quando o maracujá vai para o chão. Quando cai, é sinal de que está no ponto de ser consumido.

Todo dia, o produtor percorre a plantação para colher o maracujá. Daqui ele vai para feira da cidade, onde é vendido por R$ 6 o quilo.



Fonte: Nosso Campo - TV TEM



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