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Pesquisa compara lixo gerado por cápsulas de café e filtros de papel

Compartilhe:     |  25 de maio de 2019

Que o brasileiro gosta de um cafezinho pela manhã, nas pausas do trabalho, depois do almoço e para receber um amigo em casa, todo mundo já sabe. Segundo estudo da Euromonitor International, só em 2017 cada brasileiro consumiu em média 817 xícaras de café, o que corresponde a seis vezes a média mundial e 15% do volume global consumido. É o país que mais bebe café no mundo. Mas será que a forma como fazemos uma das nossas bebidas favoritas faz diferença no meio ambiente?

Pesquisadoras do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) compararam os resíduos gerados pelos filtros de papel e as cápsulas de café disponíveis no mercado e concluíram: no Brasil, tornar um hábito tomar um cafezinho de cápsula pode ser até 14 vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que ‘passá-lo’ no coador de papel.

“Consideramos as embalagens das cápsulas, feitas de alumínio e de plástico, e os coadores, constituídos por 100% fibra de celulose. Um brasileiro descartaria por ano cerca de 2,6 kg de plástico e alumínio com as cápsulas para uso individual, contra apenas 183 g de papel no coador para ‘passar’ até 10 cafezinhos”, aponta Cláudia Teixeira, pesquisadora e chefe do Centro de Tecnologias Geoambientais do IPT.

Extrapolando essa média para o país, que em 2017 tinha 207,7 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seriam 540 mil toneladas de alumínio e plástico contra 38 mil toneladas de papel, 14 vezes menos resíduo considerando apenas a massa. Só que esse aspecto não é o único e, nem necessariamente, o mais importante para que o café de coador saia ganhando quando o assunto é meio ambiente.

Foto: iStock

“O papel é um recurso biodegradável e renovável. Ele não poderia ser reciclado, nesse caso, porque teria resíduos em grande quantidade, mas poderia passar pela compostagem junto com o próprio resíduo de café e gerar adubo, ou outros compostos orgânicos”, explica Cláudia. “Já o alumínio e o plástico não são recursos renováveis. Caso não sejam reciclados, levam muito tempo para se decompor junto ao resíduo comum, além de ocuparem espaço em um aterro, por exemplo”.

Hoje, algumas empresas fabricantes de cápsulas já disponibilizam sistemas de logística reversa para seus consumidores, o que pode diminuir o impacto das cápsulas no meio ambiente. O consumo de café em cápsulas vem crescendo no mundo. Segundo pesquisa da Euromonitor, foram consumidas 750 milhões de cápsulas em 2015, e o mercado movimentou cerca de R$ 1,4 bilhão nesse mesmo ano, contra R$ 19 milhões de 2005.

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Fonte: CicloVivo



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