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Pesquisa da Embrapa analisa composição do solo na Amazônia

Compartilhe:     |  15 de novembro de 2014

O pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Wenceslau Teixeira, apresentou os resultados  de 10 anos de pesquisa com a caracterização dos solos e estimativas dos processos erosivos na Bacia do Rio Urucu, em Coari (AM).

Os dados foram relatados no seminário de encerramento da Rede CTPetro, em Manaus (AM), realizado nos dias 3 e 4 de novembro. Esta bacia faz parte da Base de Operações Geólogo Pedro de Moura, da Petrobras, onde ocorre exploração de petróleo e gás.

Análise

O trabalho de Wenceslau constatou que ocorre no local um grande volume de enxurradas, mesmo nas áreas de florestas. Os solos desta região, com o predomínio de Cambissolos e Argissolos, apresentam uma baixa capacidade de infiltração e transmissão de água, consequentemente, quando ocorrem chuvas muito intensas, uma parte da água escorre na superfície do solo.

“Entretanto nas áreas cobertas com floresta esta enxurrada praticamente não carrega sedimentos, isto ocorre porque as gotas de chuvas não atingem o solo, a energia destas gotas é dissipada pelo impacto nas folhas da copa das arvores e da liteira que cobre o solo. Estes resultados reforçam a importância de manter o solo coberto em regiões onde ocorres chuvas de alta energia”, aponta Wenceslau.

Programação

Durante o seminário foram apresentadas diversas palestras, que abrangeram  desde o levantamento da biodiversidade até a questão de proliferação de doenças endêmicas na região.

Dentre os resultados, destacam-se as estimativas do processo erosivo na região, os maiores valores do Brasil, uma combinação de chuvas erosivas com solos altamente erodíveis.

Sobre a CTPetro

A Rede CTPetro Amazonia foi criada em 2001 com o objetivo de intensificar a obtenção e divulgação de conhecimentos para identificar, avaliar e minimizar os efeitos negativos ao meio ambiente das atividades de prospecção e transporte do gás natural e petróleo na Amazônia brasileira.

A Rede recebeu financiamento na ordem de R$ 11 milhões oriundos da Finep, Fapeam e Petrobras, agregando instituições como a Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM), Embrapa Solos, UFAM, UFPA, UFRA, CPRM, UEA, Fucapi, INPA e Museu Emilio Goeldi.



Fonte: Portal do Brasil



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