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Pesquisa da UFRJ mostra que jovens que comem mais fora de casa têm saúde melhor

Compartilhe:     |  7 de fevereiro de 2021

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE) demonstraram que nem sempre comer fora de casa produz efeitos maléficos à saúde. Dados de estudo publicado na edição de janeiro de 2021 da revista “Cadernos de Saúde Pública” mostram que adolescentes que consomem alimentos longe de suas residências apresentam menos propensão a desenvolver hiperglicemia e hipertensão arterial, comparados a jovens que fazem as refeições em casa.

Segundo reportagem da revista Galileu, uma explicação está no fato de que a maioria dessas refeições é feita na escola, sobretudo de alunos da rede pública de ensino.

Para investigar a relação entre o consumo de alimentos fora de casa e a propensão de adolescentes a desenvolver doenças crônicas, os pesquisadores utilizaram dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), feito em 2013 e 2014. O Erica foi conduzido com 36.956 jovens de 12 a 17 anos, que estudavam em escolas públicas e privadas de municípios com mais de 100 mil habitantes, de todas as regiões brasileiras.

O consumo de alimentos fora de casa foi citado por 53,2% dos adolescentes, sendo maior entre aqueles que estudavam em escolas privadas (62,5%). No entanto, considerando apenas a alimentação realizada na escola, a frequência do consumo foi três vezes maior entre os estudantes da rede pública (61,7%), na comparação com os da rede privada (21,4%).

 

 

Maior consumo de frutas, fibras, verduras e feijão

Na análise sobre a ingestão média calórica e de açúcar de adição, esta foi maior nos adolescentes que consomem alimentos fora de casa, assim como o consumo de sanduíches, sobremesas e refrigerantes. Mas, ao mesmo tempo, os adolescentes que se alimentam fora de casa também apresentaram maior ingestão de frutas, fibras, verduras e feijão. Isso só aconteceu com estudantes da rede pública de ensino.

— O papel protetor da alimentação fora de casa em indicadores bioquímicos nos adolescentes pode ser em função de um maior consumo da merenda escolar — afirmou à Galileu Suelyne Rodrigues de Morais, principal autora do artigo: — O estudo enfatiza a importância da qualidade da alimentação na escola e a sua influência na dieta dos adolescentes, já que a oferta de alimentos saudáveis, como frutas e legumes, pode propiciar um melhor consumo desse grupo alimentar pelos estudantes.

Morais explica que esse foi o primeiro trabalho de base escolar no Brasil com grande representatividade:

— Tendo em vista a relevância desses resultados, será dada continuidade à pesquisa, refinando os dados em análises futuras, com o intuito de elaborar trabalhos de intervenção que melhorem a merenda escolar e favoreçam escolhas alimentares mais saudáveis.



Fonte: Extra



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