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Pesquisa mapeia biodiversidade da fauna e flora do Cerrado

Compartilhe:     |  8 de novembro de 2020

Localizado no município de Niquelândia, no norte de Goiás, o Legado Verdes do Cerrado, uma Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), é um grande laboratório de pesquisas a céu aberto para estudantes e profissionais que desenvolvem projetos relacionados ao Cerrado.

Conforme define a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU), diversidade biológica é a “variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, aquáticos e os complexos ecológicos que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas”. “É de suma importância estudar a biodiversidade.

O Cerrado, desde o Brasil colonial, vem sofrendo com intervenções antrópicas e é urgente a necessidade de catalogar a diversidade desse Bioma porque muitas de suas espécies por terem suas áreas de ocupações reduzidas, podem ser extintas localmente”, explica o Dr. Marcos José da Silva, coordenador do projeto “Biodiversidade, endemismo e conservação na Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável Legado Verdes do Cerrado” e professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Foto: Climatempo

Foto: Luciano Candisani – Legado Verdes do Cerrado – Niquelândia -GO

Desde o início do estudo, em maio de 2019, até março deste ano, quando as visitas foram suspensas em razão da pandemia da Covid-19, os pesquisadores já coletaram 2 mil coleções de plantas de 750 espécies diferentes, dentre as quais duas são novas para a ciência e estão em fase de validação científica. Nas águas dos rios locais, também já foi identificada grande amostragem de algas, com média de 80 espécies catalogadas.

“Já exploramos aproximadamente 40% da área total. Coletamos um grande conjunto de dados em menos da metade da área, mas o resultado ainda não reflete a potencial biodiversidade local. Considerando o tamanho da área, de 32 mil hectares, ainda há muito a ser feito”, explica o professor Marcos. Segundo o pesquisador, um dos objetivos ao final do projeto é produzir um guia para a identificação da biodiversidade. “Vamos trazer uma descrição da área, de sua superfície, tipos de solo, relevo e fitofisionomias, além de apresentar imagens dos organismos que estudamos com descrições que permitam que qualquer pessoa possa reconhecê-los e entendam se são espécies raras, como lidar com cada uma delas. Dessa forma, o guia poderá auxiliar na conservação desses organismos”, completa.



Fonte: Terra



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