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Pesquisa mostra que variação da pressão pode provocar glaucoma

Compartilhe:     |  21 de janeiro de 2015

Uma pesquisa da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo comprovou, em animais, que as variações da pressão arterial podem causar lesões na retina. Agora os pesquisadores vão comprovar essa descoberta em humanos.

De um laboratório de hipertensão experimental do Instituto do Coração em São Paulo, saíram os primeiros resultados de uma pesquisa que pode mudar a forma de tratar um paciente com doenças nos olhos.

“Quem cuida da pressão arterial, tem menos infarto, menos derrame e provavelmente que cuida tem menos alteração no olho. O que nós estamos verificando se não só essa hipertensão arterial, mas se essa flutuação também contribui para isso. O que a gente vai ter que verificar é no olho se isso tem relação”, fala o oftalmologista e pesquisador da USP, Emerson Castro.

Por exemplo, um paciente que tem a pressão arterial que varia ora 12 por 8, ora 16 por 10. Os pesquisadores descobriram que sim. Compararam ratos com pressão arterial normal com outros com pressão que variava. Assista ao vídeo para ver as imagens.

A primeira etapa da pesquisa, que é feita com animais, já terminou. Agora os médicos começam a selecionar pacientes com problemas do fundo do olho, como o glaucoma. Eles querem saber se o que foi encontrado pode ser aplicado no dia a dia no consultório.

“No momento que isso passa a ser importante olhar para essa variabilidade. Vamos cuidar dessa variabilidade. Acredito firmemente como vejo nos modelos experimentais que as lesões sejam menores, que elas vão aparecer a longo prazo e o indivíduo possa ter uma vida melhor”, fala Maria Cláudia Irigoyen, chefe do laboratório de hipertensão experimental  do Incor.

Em 2011 foram descobertos 900 mil novos pacientes com glaucoma no Brasil. A maioria é de idosos. A doença é grave, o paciente não tem sintomas. Ele não percebe que está perdendo a visão, mas pode ficar cego. O aposentado Laércio Carlos Rosa descobriu o glaucoma há 10 anos. No caso dele, o uso de dois colírios garante que a doença não evolua.

“Enxergo muito bem, enxergo numa distância enorme”, fala o aposentado.

“Você vai no oftalmologista e o oftalmologista trata do seu olho e ele provavelmente vai ter que ter uma abordagem mais geral, ele vai ter que conversar com cardiologista. No fundo é ter uma abordagem global e ver a pessoa não como um órgão isolado, mas ter um tratamento mais geral e quem ganha é o paciente”, fala Emerson.

Os pesquisadores acreditam que até o fim do ano já tenham os primeiros resultados em humanos, sobre a relação da variação da pressão arterial com algumas doenças nos olhos.



Fonte: Jornal Hoje



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