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Pesquisadora brasileira cria inseticida natural que mata o mosquito da dengue

Compartilhe:     |  22 de abril de 2021

Fabíola Cruz é a pesquisadora responsável pelo inseticida, criado à base de planta, potente o suficiente para matar o mosquito Aedes aegypti em qualquer fase da vida.

Revolucionário por ser um inseticida natural, ele é feito do extrato de agave híbrida, popularmente conhecida como sisal, uma variante melhorada geneticamente em laboratório, para ficar mais resistente à pragas.

Só tem vantagens

Além da eficácia comprovada na eliminação do mosquito em qualquer fase de seu desenvolvimento, o inseticida apresenta outros benefícios:

Além disso, a produção em escala comercial pode ajudar na geração de renda dos produtores de sisal.

Sabemos que a produção da planta, especialmente cultivada na região nordeste, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte é feita por pequenos produtores rurais, geralmente famílias, e a fabricação pode incentivar a geração de renda dessas pessoas, até porque, normalmente, eles utilizam a fibra da planta, descartando o suco, justamente o derivado usado na produção do inseticida.

Seria a união do útil ao necessário.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Algodão e também colaborador da pesquisa, Everaldo Paulo de Medeiros,

“cerca de 95% do sisal é descartado no lixo, pois 80% é o suco ou extrato da planta, justamente a parte utilizada para produzir o inseticida; 15% é a mucilagem, que é a parte gelatinosa do sisal; e apenas 5% é a fibra.

Em busca de parceria

A pesquisa foi feita por Fabíola, que também é professora do departamento de biologia celular e molecular da Universidade Federal da Paraíba, UFPB, com a colaboração técnica entre a Universidade e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Algodão) e tem como objetivo fomentar parcerias com empresas para produção em escala comercial.

Fabíola destaca que a coisa mais importante é que

“a gente está criando algo para combater um mosquito que causa muitas doenças, não só a dengue, mas a Zika e a Chikungunya”.

O inseticida já está patenteado pela UFPB e maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail fabiola_cnunes@hotmail.com.



Fonte: Greenme - Daia Florios



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