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Pesquisadora da UFPB estuda usar óleo de coco no tratamento de hipertensão

Compartilhe:     |  24 de fevereiro de 2015

Uma pesquisa que busca verificar o potencial do óleo de coco como auxiliar no tratamento de hipertensão está sendo desenvolvida no Departamento de Fisiologia, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Artigo a respeito já foi publicado em importantes veículos da comunidade acadêmica de vários países.

A informação é do professor Valdir de Andrade Braga, diretor do Centro de Biotecnologia da UFPB, Campus I, em João Pessoa. A pesquisa faz parte da tese de Naiane Alves, aluna do doutorado em Biotecnologia pelo programa Renorbil, sob a orientação do professor Valdir.

UFPB em João PessoaCom base na utilização conhecida do óleo de coco (como agente anti-inflamatório, como substituto saudável para outros tipos de óleo), além da tradição do laboratório em questão em pesquisas cardiovasculares. Com esta pesquisa se buscou testar os efeitos do produto, rico em gorduras boas, sobre a pressão arterial. A ideia é desenvolver um produto que possa ser utilizado como um adjuvante no tratamento da hipertensão.

A pesquisa já tem três anos, mas ainda não terminou. Ao detalhar o que já foi feito, o professor Valdir de Andrade, disse que inicialmente foram utilizados ratos hipertensos, um modelo animal que simula a hipertensão que acontece em humanos. Os animais são geneticamente modificados e, ao longo da vida, desenvolvem a hipertensão, para que os testes possam ser feitos.

Durante um mês, os ratos hipertensos foram submetidos a ingestão de óleo de coco, a uma maratona de exercícios físicos de natação (40 minutos), cinco vezes por semana, e uma dose via oral do óleo. “Como o produto tem sido associado a um estilo de vida saudável, a nossa ideia foi justamente combinar o produto, enquanto suplemento alimentar, e uma rotina de exercício”, explicou o professor Valdir Braga.

Ao final desta etapa da pesquisa, se verificou que os ratos hipertensos que recebiam óleo de coco tiveram uma pequena queda da pressão; os que só faziam exercício, também tiveram a mesma reação. Mas quando se combinou num grupo diferente de ratos que recebia a dieta de óleo de coco associada a uma rotina de exercícios físicos, a pressão arterial praticamente normalizou-se. “E este foi o principal achado”, comemorou o diretor do Centro de Biotecnologia da UFPB.

O próximo passo da pesquisa é começar a fazer a experiência com humanos hipertensos que também serão submetidos a uma rotina controlada de exercícios físicos e uma dieta à base de óleo de coco, via oral.

Valdir Braga observou que não existe outra pesquisa científica documentando os efeitos do óleo de coco para pressão arterial. Tem pesquisas, mas, segundo ele, só mostrando que o produto tem efeito bacteriano, antifúngico, e até estudos sobre o uso do óleo de coco por pacientes que tem HIV, ou para perda de peso.

Um artigo a respeito já foi publicado pela revista científica Applied Physiology Nutrition and Metabolism, do Canadá. Mais que isso, obteve repercussão acima de todas as expectativas na comunidade científica, ao ponto de os editores da publicação não só aceitarem, mas mandarem uma segunda mensagem dizendo que o trabalho é tão interessante que vai além do interesse da comunidade científica. Por isso, foi acrescentada uma nota destinada ao público em geral, no dia 9 de fevereiro.

Hoje há mais de trinta notas nos mais diferentes meios de comunicação sobre este trabalho em vários países do mundo.



Fonte: Portal Correio



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