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Pesquisadores acreditam que uma espécie de pinguim se beneficia do aquecimento global

Compartilhe:     |  12 de julho de 2014

A ciência mostra que os pinguins começam a sofrer com as mudanças em seu habitat decorrentes das mudanças climáticas. Mas, para uma espécie, essas diferenças não estão sendo ruins.

A Península Antártica é habitada por três espécies de pinguim. Os Adélie e os Pinguins-de-barbicha apresentam números reduzidos desde que a região em que moram ficou 3o. C mais quente. Mas a terceira espécie, não sofre tanto com o derretimento do gelo. Os pinguins-gentoo estão se tornando ainda mais numerosos – há 387 mil pares de pinguins férteis.

Pesquisadores acreditam que isso se deve à diferença de hábito entre as espécies de pinguins. Os Adelies e os pinguins-de-barbicha precisam de gelo para criar seus ninhos – o que está se tornando mais raro. Sua principal fonte de alimentos é o krill – e esses pequenos animais também vivem sob o gelo, alimentando-se das algas que crescem lá. Ou seja, com menos gelo há menos comida. A expansão da população de baleias que também comem krill podem ser outro fator.

Já os Gentoo são uma espécie que vive em água aberta, e podem se mudar facilmente, já que a água aumenta o seu habitat.

A pesquisa foi feita por uma organização chamada Oceanities, uma organização sem fins lucrativos que monitora a península Antártica. Para conseguir os resultados, os cientistas visitaram os habitats dos pinguins 1421 vezes e coletaram dados de 209 locais diferentes.



Fonte: Revista Galileu



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