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Pesquisadores criam cachorro robô com olhos assustadoramente “humanos”

Compartilhe:     |  17 de agosto de 2019

Um grupo de estudantes da Universidade Florida Atlantic desenvolveu um robô em forma de cachorro que responde a comandos vocais. O intuito da equipe é treinar o cão para realizar tarefas humanas, mas, enquanto isso ainda não acontece, outro aspecto da tecnologia está dando o que falar: os “olhos” do dispositivo.

Isso porque Astro, como foi apelidado, tem glóbulos oculares similares aos humanos, o que o tornou um tanto peculiar. A função dos olhos, como explica a equipe, é tornar o design mais parecido com o de um animal de verdade. Parte do equipamento foi criado com uma impressora 3D, fazendo com que o resultado final se pareça com um cão da raça pinscher.

Mas Astro não só parece um cachorro: ele também aprende como um. Como não opera com base na automação robótica pré-programada, o dispositivo está sendo treinado para utilizar uma espécie de rede neural — uma simulação computadorizada de um cérebro. Dessa forma, os especialistas acreditam que ele poderá aprender com suas experiências a realizar determinadas tarefas.

Aparelho será equipado com sensores, radar de imagens de alta tecnologia, câmeras e um microfone direcional (Foto: Reprodução FAU)

Equipado com sensores, radar de imagens de alta tecnologia, câmeras e um microfone direcional, o robô já responde a comandos como “sente”, “levante” e “deite”. Eventualmente, ele também será capaz de entender e responder a sinais manuais, detectar cores, compreender diferentes línguas, coordenar seus esforços com drones, distinguir rostos humanos e até reconhecer outros cães.

As principais missões de robô incluirão a detecção de armas, explosivos e resíduos de armamentos para ajudar a polícia e os militares: “O Astro é inspirado no cérebro humano e ele ganhou vida através do aprendizado de máquina e inteligência artificial, o que está provando ser um recurso inestimável para ajudar a resolver alguns dos problemas mais complexos do mundo”, afirmou Ata Sarajedini, membro da equipe, em comunicado.

A ideia é que o aparelho também possa ser programado para servir como cão-guia para pessoas com deficiências visuais. Além disso, a equipe está treinando Astro para ajudar como socorrista em missões de busca e resgate, além de participar de manobras militares.



Fonte: Revista Galileu



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