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Pesquisadores descobrem peixe transparente de 15 mm no Amazonas

Compartilhe:     |  6 de setembro de 2014

Uma nova espécie de peixe transparente em miniatura foi descoberta no município de Santa Isabel do Rio Negro, a 846 quilômetros de Manaus. O animal, denominado Priocharax nanus, tem aproximadamente 15 milímetros de comprimento, pouco mais que o dobro do menor peixe do mundo, encontrado em Sumatra, na Indonésia. A descoberta do Priocharax foi feita pela mesma equipe que, em 2011, encontrou o peixe transparente Cyanogaster noctivaga, de 2 cm de comprimento.

Pesquisadores registram Priocharax no Rio Negro (Foto: Divulgação)Pesquisadores registram Priocharax no Rio Negro
(Foto: Divulgação)

Segundo a pesquisadora e professora do departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (Usp), Mônica de Toledo-Piza, o principal objetivo da expedição em Santa Isabel do Rio Negro era justamente coletar exemplares de Priocharax. “Logo no primeiro dia que estávamos em campo coletamos dezenas de exemplares em um local de águas rasas ao redor da vegetação e mais exemplares foram coletados nos dias que se seguiram. Notamos que os exemplares possuíam um colorido bem característico, e após serem examinados com mais cuidado, vimos que se tratava de uma espécie que ainda não havia sido descrita”, relatou ao G1.

Além do comprimento, o peixe tem outras características consideradas únicas, como a forma larval da nadadeira peitoral. O animal tem ainda mais raios na nadadeira pélvida e a presença de ossos que não existem em outras espécies. “O Priocharax nanus apresenta um colorido em vida bem característico, com várias faixas verticais escuras no corpo, pintas pequenas alaranjadas espalhadas pela cabeça, corpo e nadadeiras, tudo isso sobre um corpo transparente”, resumiu a pesquisadora.

Expedição que encontrou Priocharax foi realizada no município de Santa Isabel do Rio Negro (Foto: Divulgação)Expedição que encontrou Priocharax foi realizada no município de Santa Isabel do Rio Negro (Foto: Divulgação)

O pesquisador do Museu de História Natural de Londres, Ralf Britz, também participou da expedição. Para ele, a descoberta do Priocharax  – e do Cyanogaster, anteriormente – deveria incentivar mais estudos envolvendo peixes em miniatura no Norte do Brasil. “Mesmo o Rio Negro sendo uma das áreas mais bem exploradas da Amazônia, ainda temos muitas coisas interessantes para ser descobertas”, disse.

Britz citou ainda como exemplo o aumento do número de peixes em miniatura descobertos. “De 1988 para os dias de hoje aumentamos de 85 para 213 o número de ‘espécies-miniatura’ [em todo o mundo]. Me parece que o Rio Negro é um lugar ideal para o desenvolvimento desses animais. Portanto, explorar a diversidade de peixes nos rios brasileiros tem que continuar a ser uma área com incentivos para pesquisas”, defendeu.



Fonte: G1



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