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Pesquisadores estudam avanço do mar no sul do Rio Grande do Norte

Compartilhe:     |  6 de janeiro de 2019

Pesquisadores do Rio Grande do Norte estão investigando o que causou o avanço repentino do mar no litoral sul. A força da maré já ameaça três mil moradores.

Num vídeo feito com celular, dá para ver quando a força da água derrubou o muro de uma casa em Barra de Cunhaú, no município de Canguaretama, a 75 quilômetros de Natal.

No dia que o empresário Fábio Santos tirou a foto, em setembro de 2018, o mar ainda não era uma ameaça. Três meses depois, a água está quase batendo na porta da casa que ele acabou de construir.

“Nós tínhamos aqui 200, 220 metros aproximadamente até a faixa de areia e, de outubro para cá, esses 220 metros foram engolidos pela força do mar. Hoje nós não temos nada aqui de faixa de areia, praticamente zero”, disse Fábio.

Segundo a prefeitura o mar vinha avançando no máximo dez metros por ano. Nos últimos três meses foram mais de 200 metros na faixa de areia onde o rio encontra o mar.

Os moradores dizem que essa diferença começou com o aumento de acúmulo de sedimentos como areia e lixo no rio,

Mas só um estudo que ainda está sendo feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte vai apontar as causas do avanço. Enquanto isso, a prefeitura decretou situação de emergência.

Na tentativa de conter o avanço do mar, os moradores e a prefeitura colocaram pedras, mas onde não tem pedra o mar continua avançando e numa velocidade ainda maior. Em apenas um dia, num trecho, o mar avançou dois metros.

“É muito preocupante porque nós já estamos vendo tendo um avanço violento tanto do lado direito quanto do lado esquerdo. Isso deixa todos aflitos porque nós temos toda uma comunidade aqui na parte baixa de Barra de Cunhaú”, disse João Genoíno, secretário de Meio Ambiente de Canguaretama.

O mar invadiu a rodovia estadual que precisou ser interditada. A Defesa Civil está alertando os moradores.

“Realmente a gente pediu que eles saíssem das casas porque é um risco iminente. A gente não sabe até que ponto essas marés vão chegar. A parte que fica mais abaixo, a gente notificou orientando”, explicou Fernando Amorim, coordenador da Defesa Civil de Canguaretama.

“É impressionante. Eu nunca tinha visto isso aqui. Tem casos de o mar avançar, de ter uma ressaca grande, mas logo em seguida ele recua. Mas desse jeito que veio e ficou, é impressionante”, disse Fábio Santos.



Fonte: Jornal Nacional



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