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Pesquisadores registram ciclo reprodutivo dos golfinhos em Fernando de Noronha

Compartilhe:     |  15 de maio de 2021

Pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador intensificaram, este mês, o monitoramento com o uso de embarcações. O objetivo é registrar os primeiros momentos dos animais recém-nascidos, em Fernando de Noronha.

Esses mamíferos têm dois picos de nascimento ao longo do ano. No primeiro semestre, os partos ocorrem entre março e abril. No segundo semestre, os nascimentos acontecem entre agosto e setembro.

Os pesquisadores registraram a amamentação dos golfinhos — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Os pesquisadores registraram a amamentação dos golfinhos — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Por causa desse comportamento, maio é o mês é ideal para avistar os primeiros filhotes da temporada 2021, de acordo com os pesquisadores.

Segundos os estudiosos, as áreas de concentração da espécie são a Baía de Santo Antônio, a Baía dos Golfinhos e regiões entre ilhas.

“Com o monitoramento embarcado, nós conseguimos observar uma área maior. Nesse trabalho observamos o deslocamento, grupos de cópulas e identificamos os filhotes. Nós confirmamos o pico de nascimento, nos meses de março e abril, uma vez que constatamos uma grande quantidade de filhotes neste mês de maio”, afirmou a pesquisadora do Projeto Golfinho Rotador, Priscila Medeiros.

Os golfinhos-rotadores frequentam Noronha diariamente  — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Os golfinhos-rotadores frequentam Noronha diariamente — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Os estudiosos estimam que cerca de 360 golfinhos frequentam Noronha por dia. Os pesquisadores não conseguem estimar, no entanto, quantos animais nascem por ano.

A gestação é de dez meses e meio a fêmea tem apenas um filhote a cada três anos. O arquipélago é um local de grande importância para esses mamíferos.

“A espécie, que é oceânica, encontra em Fernando de Noronha baías calmas, com água transparente, qualidades que atraem os golfinhos-rotadores”, explicou Priscila.

A pesquisadora disse, ainda, que a preservação do arquipélago é importante para os golinhos-rotadores.

“Os golfinhos-rotadores visitam Noronha diariamente para se reproduzir, cuidar dos filhotes, descansar e se abrigar dos predadores. Os resultados das pesquisas só reforçam a necessidade da conservação de Fernando de Noronha”, falou a estudiosa.

Sexo

Os golfinhos-rotadores, que cientificamente são chamados de Stenella longirostris, fazem sexo em grupo.

“Os grupos de cópula têm de 50 a 150 indivíduos. Nos atos sexuais, podem ocorrer de uma fêmea para 20 a 30 machos. Os machos se reservam na cópula com as fêmeas”, revelou Priscila Medeiros.

O ato sexual dos golfinhos é realizado em grupo  — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

O ato sexual dos golfinhos é realizado em grupo — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Os estudiosos explicaram que o macho se posiciona de barriga para cima para realizar o ato sexual. Os grupos de cópulas são coesos e agitados, informam os pesquisadores.

O macho fica por baixo no ato sexual  — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

O macho fica por baixo no ato sexual — Foto: Projeto Golfinho Rotador/Divulgação

Os pesquisadores classificaram que as fêmeas têm múltiplos parceiros, que não são fixos. Além dos filhotes, nos passeios de barco, é possível observar a cópula dos golfinhos.

O Projeto Golfinho Rotador desenvolve pesquisa do comportamento desses animais em Fernando de Noronha há 30 anos com apoio do Programa Petrobras Socioambiental.



Fonte: Blog Viver Noronha



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