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Pesquisas buscam novas tecnologias para produção de mandioca em Mato Grosso

Compartilhe:     |  22 de junho de 2014

Cerca de 6% da produção brasileira de mandioca vem do Centro-Oeste e Mato Grosso é responsável por 1,6% da produção. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo, ficando atrás apenas da Nigéria.

Em Acorizal, o produtor Eloíno Almeida cultiva a mandioca tradicionalmente há 20 anos em 3 hectares em sua propriedade. Para manter a lavoura, ele enfrenta algumas dificuldades. “Para mim hoje falta mão de obra, não tem mais pessoas aqui na região que querem trabalhar na terra”, afirma.

Toda a produção dele é destinada à fabricação artesanal de farinha. Oito pessoas da família de Eloíno estão envolvidas no processo de transformação da matéria-prima. São produzidos quase 700 kg de farinha por semana, que são vendidos a R$ 4 por quilo em feiras de Cuiabá.

As fases da produção passam por descascar, lavar e ralar a raiz para, em seguida, colocar a massa em uma prensa para retirar o excesso de água. A engenheira agronômica da  Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Dolorice Moreti, observa ainda que é possível captar essa água com máquinas adequadas para produzir o polvilho.

“A prensa tem que ter uma forma de captação dessa água para o seu aproveitamento, para que ela saia sem contaminação. O polvilho pode ser aproveitado para fazer produtos muito bons como o pão de queijo e o bolo de queijo”, diz a pesquisadora.

A Empaer possui um campo experimental com mais de 70 variedades sendo cultivadas. A expectativa é de que novas tecnologias ajudem a desenvolver a produção da raiz no estado, sem perder a qualidade.

“É nesse sentido que começamos a realizar esse trabalho, para verificarmos quais seriam as variedades mais recomendadas para a farinha indústria e também para a mesa”, ressalta a pesquisadora.

Linduíno João de Lima, técnico em agropecuária da Empaer, acredita que as pesquisas também podem trazer  uma contribuição para o manejo no campo. “Só o fato de ele utilizar o espaçamento correto da cultura, ele tem uma produtividade de 15% a mais.”



Fonte: Globo Rural



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