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Pessoas com problemas mentais vivem menos que fumantes, aponta estudo

Compartilhe:     |  1 de junho de 2014

Uma pessoa com problemas mentais tem mais chance de morrer precocemente que um fumante, apontou uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, publicada no jornal World Psychiatry. Somente no Reino Unido, uma em cada quatro pessoas possuem problemas de saúde mental e 21% dos homens e 19% das mulheres fumam cigarro.

Os pesquisadores descobriram que pessoas com transtorno bipolar tem uma redução de nove a 20 anos na sua expectativa de vida, de 10 a 20 anos em casos de esquizofrenia, nove a 24 anos quando há abuso de álcool e outras drogas e de sete a 11 anos em casos de depressão recorrente. Já os fumantes pesados possuem de redução na expectativa de vida de 8 a 10 anos.

Pesquisadores da instituição revisaram mais de 20 estudos científicos que relatavam riscos de mortes em casos de pessoas com problemas mentais, abuso de álcool e outras drogas, demência, transtorno do espectro autista, dificuldade de aprendizagem e distúrbios de comportamento na infância.  Os estudos envolviam mais de 1,7 milhão de pessoas e 250 mil mortes. Os resultados dessas pesquisas foram comparados às estatísticas mais otimistas relacionadas ao tabagismo.

Segundo o doutor Seena Fazel, do departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, muitos dos casos pesquisados apresentaram uma queda na expectativa de vida que assemelha a de um fumante que consome 20 ou mais cigarros por dia.

“Existem provavelmente muitas razões para isso. Comportamentos de alto risco são comuns em pacientes psiquiátricos, especialmente quando envolvem o abuso de drogas e álcool, e eles são mais propensos a morrer por suicídio, por exemplo. Há ainda o estigma que pode fazer com que pessoas com problemas mentais não sejam tratadas da maneira correta nos serviços de saúde”, afirmou.

Para Fazel, a separação entre doenças mentais e físicas dificulta o tratamento desses pacientes. “A doença mental piora o prognóstico de uma série de doenças físicas, especialmente doenças do coração, diabetes e câncer”, diz.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) apenas 2,8% do orçamento público no mundo é locado para saúde mental e 85 países possuem menos de um psiquiatra para uma população de 100 mil habitantes. O chefe de Neurociência e Saúde Mental do Wellcome Trust, companhia que financiou o estudo, John Williams, afirma que pesquisas como essas são de extrema importância para o direcionamento de políticas públicas para a área. “A doença mental é tão ameaçadora para a expectativa de vida quanto outras ameaças à saúde pública, como o tabagismo”, diz

 



Fonte: Uol



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